domingo, janeiro 01, 2012

Discografia Obrigatória Hot 100 – I – 2011

001
Bye bye love
The Everly Brothers
1957
930
002
Rock around the clock
Bill Haley and His Comets
1954
596
003
Hoochie coochie man
Muddy Waters
1954
586
004
Hallelujah, I love her so
Ray Charles
1956
423
005
Be bop a lula
Gene Vincent
1956
390
006
Wake up Little Susie
The Everly Brothers
1957
361
007
That’ll be the day
Buddy Holly and The Crickets
1957
350
008
Jailhouse rock
Elvis Presley
1957
341
009
The great pretender
The Platters
1955
310
010
Crazy arms
Jerry Lee Lewis
1956
297
011
Money honey
The Drifters
1953
296
012
Slippin’and slidin’
Little Richard
1956
295
013
Love me tender
Elvis Presley
1956
287
014
C’mon everybody
Eddie Cochran
1958
281
015
Blueberry hill
Fats Domino
1956
260
016
Great balls of fire
Jerry Lee Lewis
1957
240
017
Heartbreak Hotel
Elvis Presley
1956
224
018
Lucille
Little Richard
1957
217
019
Only you
The Platters
1955
204
020
Mannish boy
Muddy Waters
1955
181
021
Blue suede shoes
Carl Perkins
1956
161
022
Earth angel
The Penguins
1954
153
023
That’s all right
Elvis Presley
1954
145
024
Susie Q
Dale Hawkins
1957
143
025
I got a woman
Ray Charles
1955
115
026
I wonder why
Dion and The Belmonts
1958
108
027
Oh, Donna!
Ritchie Valens
1958
99
028
Teddy bear
Elvis Presley
1957
91
029
Jenny Jenny
Little Richard
1957
89
030
Peggy Sue
Buddy Holly and The Crickets
1957
86
031
Keep a knockin’
Little Richard
1957
85
032
Hound dog
Big Mama Thornton
1953
81
033
Breathless
Jerry Lee Lewis
1958
81
034
Come on let’s go
Ritchie Valens
1958
73
035
Mystery train
Elvis Presley
1955
70
036
Roll over Beethoven
Chuck Berry
1956
65
037
Ooby dooby
Roy Orbison
1956
61
038
Tutti-frutti
Little Richard
1955
61
039
La bamba
Ritchie Valens
1958
58
040
Honey don’t
Carl Perkins
1956
56
041
Sweet little angel
B.B. King
1956
51
042
Whole lotta shaking goin’ on
Jerry Lee Lewis
1957
50
043
All I have to do
The Everly Brothers
1958
49
044
Too much monkey business
Chuck Berry
1956
48
045
Splish splash
Bobby Darin
1958
48
046
I walk the line
Johnny Cash
1956
45
047
All shook up
Elvis Presley
1957
45
048
Ain’t that a shame?
Fats Domino
1955
43
049
Lawdy miss Clawdy
Lloyd Price
1952
41
050
Shake, rattle and roll
Big Joe Turner
1954
41

051
I’m gonna love you too
Buddy Holly and The Crickets
1957
40
052
Diana
Paul Anka
1957
40
053
Maybellene
Chuck Berry
1955
38
054
Rip it up
Little Richard
1956
38
055
Don’t be cruel
Elvis Presley
1956
37
056
Trying to get to you
Elvis Presley
1956
34
057
Glad all over
Carl Perkins
1957
32
058
Summertime blues
Eddie Cochran
1958
32
059
Everyday
Buddy Holly and The Crickets
1957
32
060
Rumble
Link Wray
1958
32
061
Johnny B. Goode
Chuck Berry
1958
31
062
Blue moon of Kentucky
Elvis Presley
1954
30
063
Stagger Lee
Lloyd Price
1958
30
064
Do you wanna dance?
Bobby Freeman
1958
28
065
Bo Diddley
Bo Diddley
1955
27
066
Matchbox
Carl Perkins
1957
25
067
She’s got it
Little Richard
1956
25
068
Ready Teddy
Little Richard
1956
25
069
Baby I don’t care
Elvis Presley
1957
24
070
Rock and roll music
Chuck Berry
1957
23
071
Good rockin’ tonight
Elvis Presley
1954
20
072
Brown eyed handsome man
Chuck Berry
1956
20
073
The girl can’t help it
Little Richard
1956
20
074
Trouble
Elvis Presley
1958
19
075
Every day I have the blues
B.B. King
1955
19
076
Baby let’s play house
Elvis Presley
1955
18
077
Tequila
The Champs
1958
18
078
Twenty flight rock
Eddie Cochran
1957
17
079
Long Tall Sally
Little Richard
1956
17
080
Dizzy Miss Lizzy
Larry Williams
1958
16
081
Don’t
Elvis Presley
1958
15
082
Carol
Chuck Berry
1958
14
083
Not fade away
Buddy Holly and The Crickets
1957
14
084
Sweet little sixteen
Chuck Berry
1958
14
085
I’m left, you right, she’s gone               
Elvis Presley
1955
13
086
I want you, I need you, I love you
Elvis Presley
1956
13
087
Words of love
Buddy Holly and The Crickets
1957
13
088
Good Golly miss Molly          
Little Richard
1958
12
089
I’m gonna sit right down and cry
Elvis Presley
1956
`12
090
It’s so easy
Buddy Holly and The Crickets
1958
12
091
Folsom Prison blues
Johnny Cash
1955
11
092
A teenager in love
Dion and The Belmonts
1959
11
093
Maybe baby
Buddy Holly and The Crickets
1957
10
094
Just because
Lloyd Price
1957
9
095
Rave on
Buddy Holly and The Crickets
1958
8
096
Everybody’s trying to be my baby
Carl Perkins
1957
7
097
Oh, boy!
Buddy Holly and The Crickets
1957
7
098
Till I kiss you
The Everly Brothers
1959
7
099
It doesn’t matter anymore
Buddy Holly and The Crickets
1959
6
100
I  forgot to remember to forget her
Elvis Presley
1955
5

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Economia 1


O ano de 1997 foi um divisor de águas na minha vida, sem sombra de dúvidas. Eu começava o terceiro semestre do curso de administração de empresas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte no meio do ano, e começava a me interessar pelos assuntos econômicos do país e do mundo. Eu havia acabado com todas as minhas tentativas de empreendedor (fábrica de gelo, jornal teen e lanchonete) e resolvi me dedicar somente aos estudos.

Era o terceiro ano do primeiro mandato do então presidente Fernando Henrique Cardoso. O país vivia ainda sob a euforia do Plano Real. O programa de estabilização foi extraordinário no combate à inflação, mas estava esbarrando na falta de crescimento.

Uma consequência direta dessa falta de crescimento é o desemprego. E para crescer é preciso ter dinheiro, financiamento. E pro governo ter esse dinheiro, é preciso ter as contas equilibradas. E pra equilibrar essas contas, era preciso fazer reformas que o governo ainda não havia feito.

Pra completar, tivemos uma crise em Hong Kong, que fez com que os investidores retirassem o dinheiro da bolsa de lá. Acontece que o investidor global quando precisa, vende as ações que tem mais liquidez pra cobrir suas posições em outro lugar. E isso provoca quedas nas ações do mundo todo.

Então quando o investidor sai do país, seu dinheiro é convertido em dólar. Aí quando esse dinheiro sai em massa, falta dólar no mercado e o preço do dólar sabe. Foi por isso que o governo FHC interviu, lançando dólares na praça pra manter a paridade do Real diante do dólar.

Mas pra decepção da oposição, no caso da época representada pelo PT, a crise de Hong Kong mostrou um lado forte do Brasil. A queda das bolsas brasileiras foi grande porque as ações brasileiras tinham muita liquidez. Telebrás, Petrobrás, Telesp e Eletrobrás, que eram mais de 80% do mercado brasileiro, foram vendidas rapidamente porque tinham muitos interessados em compra-las.

O outro ponto positivo foi a demonstração de competência do Banco Central no controle da crise, utilizando as reservas em dólar. O problema podia ter sido muito mais sério se não tivessem agido com competência. No México a desvalorização da moeda foi de 7%. O ponto negativo foi ver que o Plano Real dependia demais do dólar, da chamada âncora cambial.

sábado, novembro 12, 2011

UFC 1 – The Beginning!


Hoje comemoramos 18 anos do primeiro UFC da história. Por isso, criei esse post comemorativo. No dia 12 de Novembro de 1993, na cidade de Denver, no Estado do Colorado, na McNichols Sports Arena, começava o maior torneio de lutas do mundo. Tivemos ali uma plateia de 2,800 pagantes. O Ultimate Fighting Championship, ou apenas UFC , foi criado a partir de uma ideia do brasileiro Rorion Gracie.
O torneio não tinha divisões de peso e as lutas só acabavam através de nocaute, finalização, desistência ou interrupção do juiz devido a um corte ou machucados sérios. Luvas não eram permitidas. Não era permitido mordida e nem dedo no olho. Os juízes eram João Alberto Barreto e Hélio Vigio, dois veteranos brasileiros das lutas.  
Nessa primeira edição, o apresentador da mesa era Bill Wallace e os comentaristas eram Jim Brown, um ídolo do futebol americano e uma mulher, Kathy Long, cinco vezes campeão mundial de Kickboxing e atriz e dublê de cinema. No ringue, tínhamos mais dois repórteres, o Rod Machado e o Brian Kilmeade. O anunciador da luta foi Rich Goins.
A primeira luta da noite ocorreu entre um lutador do Savate, o Gerard Gordeau e um lutador do Sumô, Teila Tuli. Teila Tuli entrou primeiro no ringue, com um pano estampado com a mesma estampa dos shorts, cobrindo o corpo e uma toca de inverno. Lutou com shorts, sem camisa. Entrou representando Honolulu, Hawaii e pesava 410 libras e media 6’2”.
Gerard Gordeau vinha de Amsterdã, Holanda e entrou no ringue somente com a calça do kimono e uma toalhinha nos ombros. Pesava 216 libras e media 6’5”. Também lutou somente com a calça do kimono, sem camisa.
Começa a luta e Teila vai pra cima de Gordeau, soltando mata-cobras, com a cabeça abaixada. Gordeau recua até a grade, e Teila tenta segurar sua perna, mas não consegue e cai sentado. Nesse momento, Gordeau se afasta e chuta Teila na cara, quando este ainda estava sentado e um dente voa longe. Tempos bons esses. Logo em seguida manda um soco na cara do havaiano, e o juiz para a luta.
Teila Tuli está sangrando muito no rosto e o juiz chama Rorion Gracie e o time de Tuli pra conversar. Tuli claramente quer continuar a lutar e fica revoltado com a decisão de um médico que apareceu e disse que não dava pra continuar. Gerard Gordeau vencia assim a primeira luta da história do UFC e se preparava pra enfrentar o vencedor da luta entre Kevin Rosier e Zane Frazier.  
Assista a luta 1:
A segunda luta da noite foi entre  um representante do kickboxing e outro do karate. Kevin Rosier entrou primeiro no ringue e era o representante do kickboxing e entrou no ringue com um short branco e um moleton, com o capuz cobrindo a cabeça. Ele pesava 265 libras e media 6’4””. Lutava pela cidade de Cheektowaga, estado de New York.
O representante do karate era Zane Frazier e entrou no ringue de short branco e duas toalhas no ombro. Pesava 230 libras e media 6’6”. Lutava pela cidade de North Hollywood, estado da California.
Começa a luta, Rosier no centro do ringue, Frazier por fora. Rosier então encaixa um mata-cobra, um soco, um low kick, outro soco e desequilibra Frazier, que cai e Rosier fica na sua lateral. Frazier então vira de quatro e Rosier começa a socar a nuca de Frazier. Rosier então dá uma cotovelada nas costas de Frazier, que se levanta.
Rosier então manda uma joelhada no estômago de Frazier e o mesmo pega ar. Manda um direto em Rosier e empurra-o pra grade. Ficam no clinche e Frazier manda uma joelhada nas partes de Rosier. Frazier então manda outro soco e outra joelhada, dessa vez no estômago de Rosier. 
Rosier fica sendo massacrado nas grades por um bom tempo, levando joelhadas e socos e se defendendo como pode. Frazier ainda derruba Rosier e vai pras costas. Mas sem saber como finalizar, deixa uma oportunidade de ouro, inclusive dando uma gravata de segurança sem eficácia alguma.
Faltando algo como 1 minuto e meio pro fim do round, Rosier se levanta, pois Frazier permitiu isso, e quando tudo parecia que a luta iria pro karateca, a coisa começa a mudar. Nesse momento, os dois lutadores parecem muito cansados, mas Rosier fica atacando, só por atacar mesmo. Faltando 58 segundos pro fim do round, ele então começa o massacre em cima de Frazier. Uma sequência de socos até Frazier ficar com um joelho no chão, apoiado na grade. E ai vem a ignorância final: dois pisoes na cabeça de Frazier fez com que o seu corner jogasse a toalha antes que o homem morresse. O short branco de Rosier no meio dos peitos é uma coisa linda de se ver.
Kevin Rosier se sagrou o vencedor da segunda luta da história do UFC, uma luta desgastante que o levaria pra primeira semi-final, sua segunda luta da noite, com clara desvantagem com relacao ao seu oponente, Gerard Gordeau, que lutou apenas alguns segundos na sua primeira luta da noite.
A terceira luta da noite seria entre o grande Royce Gracie, representando o nosso jiu-jitsu e Art Jimmerson, representando o boxing. Royce Gracie entra primeiro no ringue, vestido de kimono e com o irmão Rickson Gracie na frente. Na passagem, Hélio Gracie, que estava na plateia, todo vestido de terno, dá umas instruções no ouvido de Rickson. Royce Gracie tinha  180 libras e media 6’1”” e lutava pelo Rio de Janeiro, Brasil.
Art Jimmerson entrava no ringue com o habitual roupão de boxer, e com luvas de boxe. Pesava 196 libras e media 6’1”, a mesma altura de Royce. Lutava pela cidade de St-Louis, estado de Missouri.
Começa a luta e os lutadores se estudam um pouco, com Royce por fora e o boxer por dentro do ringue. Royce então dá um pisão, uns chutes e entra uma boa e velha baiana, derrubando assim o boxer. Estilo jiu-jitsu das antigas. Ao chegar ao chão, vai pra lateral de Jimmerson, em seguida passa pra montada e coloca os ganchos. Estabiliza a posição e fica ali tramando o que fazer.
O boxer fica querendo sai dali desesperado, mas Royce está com bom equilíbrio e impede também o boxer de virar. Não dá pra ver o que acontece, mas aparentemente Royce ficou apenas em cima dele, na montada e o boxer se desesperou. Não parece que foi dado nenhum estrangulamento. Royce achou bem estranho, mas aparentemente, o boxer entrou em pânico e bateu diversas vezes até que o juiz visse. Na saída, Royler Gracie e Rickson Gracie correm pra parabenizar Royce.
Assista essa luta:
A última luta da primeira fase da noite se daria entre um lutador representando o shootfighting, Ken Shamrock e um lutador representando o Tae Kwon Do, Patrick Smith.
Ken Shamrock entra primeiro no ringue, com um casaco e uma camisa azul, sunga vermelha e uma toalha no pescoço. Tinha 6 pés de altura, 220 libras e lutava por Lockeford, Califórnia.
Patrick Smith entrava com shorts de boxer e uma toalha no pescoço. Tinha 6’2” de altura e pesava 217 libras. Lutava por Denver, Colorado, sendo assim, o único lutador local do evento.
Começa a luta e Ken Shamrock parte pra cima de Pat Smith e faz o clinche na sua cintura. Logo em seguida, derruba-o e cai dentro da guarda de Smith. Ken então fica em pé e lança uns socos sem efetividade na cabeça de Smith. Pat Smith mantém Shamrock perto, sem deixar que o mesmo se levante por completo.
Ken Shamrock então pega Smith numa chave de pé e finaliza o lutador do Tae Kwon Do, que fica gemendo no chão de dor. Após se levantar, Pat Smith fica revoltado, querendo brigar com Shamrock e é retirado do ringue pelo seu time. 
É notória a falta de conhecimento de chão de Smith, que ao ser pego na chave de pé, fica tentando dobrar o pé de Shamrock, sem técnica alguma e depois tenta dar cotoveladas no joelho dele pra se livrar da chave de pé. Nenhuma luta dessa primeira fase passou de cinco minutos.  
Assista a essa luta:
Começa então a primeira semi-final, entre Gerard Gordeau e Kevin Rosier. Gerard Gordeau estava em ampla vantagem, pois alem de ter lutado antes de Kevin Rosier, a luta dele não durou nem 1 minuto, enquanto a luta de Rosier foi uma batalha, aliás, a única grande batalha até então na noite.
Começa a luta com Rosier indo pra cima e mandando alguns socos e chutes, mas logo em seguida Gordeau começa a devolver e ficam nessa troca ate que Gordeau entra dois bons socos e empurra Rosier pra grade, que se desequilibra e fica de joelhos. Gordeau então entra com um chute na cabeça de Rosier e começar a socar.
Rosier tenta se levantar e leva outro soco. E mais outro e outro. E uma cotovelada. Rosier tenta se levantar novamente e bum, outro soco. Gordeau então desce um chutão nas costelas de Rosier e o juiz interrompe a luta pois Rosier está batendo no ringue, e dá a vitória da primeira semi-final pra Gerard Gordeau. 
Assista a essa luta:
Começa então a outra semi-final entre Royce Gracie e Ken Shamrock. Royce vai pra cima de Shamrock e tenta uma baiana. Shamrock trava e tenta colocar Royce pra baixo. Royce consegue reverter e cai com Shamrock na guarda e começar a meter o calcanhar nas costelas de Ken. Royce então raspa e vai pra cima Ken, pegando-o eventualmente num estrangulamento lateral. Shamrock então bate 5 vezes no chão, mas quando o juiz chega perto, nega. Mas as cinco tapinhas no ringue foram óbvias e quando isso acontece, Royce solta o estrangulamento.
Royce começa então a gritar pra Ken algo como: “Você bateu, você bateu, assuma, você bateu!”. Ken Shamrock então assume que bateu e a luta acaba, tendo Royce como vencedor.  
Foi por causa dessa luta que em outras ocasiões lutadores brasileiros não soltavam mais os golpes encaixados, até que o juiz de fato interrompessem, para que não ocorresse situação similar, que poderia até dar a vitória pro oponente desonesto. 
Assista a essa luta:
Antes de começar a final, a família Gracie entra no ringue pra fazer uma homenagem ao velho Hélio Gracie. Mas enquanto Rorion faz a apresentação, a plateia começa a vaiar. Tem uma moça traduzindo pra Hélio e quando Rorion chama Hélio pelo nome, a plateia começa a aplaudir calorosamente, e o velho Hélio levanta o braço em agradecimento, ele que estava sério o tempo todo durante as vaias.
Hélio diz o seguinte: “Estou muito feliz, pois este espetáculo que meus filhos realizam em Denver, para todo o mundo, é o premio que eu recebo pelos 65 anos de suor e sangue derramados. Obrigado”. E mais palmas vem da plateia e os filhos abraçam o pai Hélio.
Gerard Gordeau entra primeiro no ringue e Royce entra logo em seguida com o clã Gracie à tira-colo. Começa a luta e outra vez Royce entra com uma baiana. Gordeau defende e se levantam agarrados. Royce empurra então Gordeau até a grade e ficam ali no clinche até que Royce derruba-o lindamente, já alcançando a montada. 
Gordeau então começa a virar de quatro e Royce pega as costas dele. Royce fica tentando entrar o braço pro mata-leão, mas Gordeau não deixa, até que Royce dá uma cabeçada e o mesmo permite então a entrada do braço de Royce, que logo em seguida aplica o mata-leão e não soltando até o juiz berrar, com medo de acontecer igual a luta contra Ken Shamrock. Gordeau estava quase apagando já, e bateu umas 10 vezes, com as duas mãos, antes de Royce soltar.
Royce está bem chateado, mesmo ganhando, não está com cara de bons amigos. Rickson chega e dá um beijo nele, que retribui beijando Rickson. Então Royler chega e também beija o irmão e o clã começa a levantar o campeão nos braços.
Na entrevista final, Royce agradece à família e aos irmãos por ensinarem a ele tudo o que sabe e diz que sua estratégia é não querer levar nenhuma porrada, pois não gosta de levar porrada. Explicou também que lutava com o kimono pois os outros lutadores estavam com bastante vaselina no corpo e o kimono impedia que eles escapassem.
A camera mostra então Hélio Gracie sorrindo na plateia.  
Royce disse que iria pegar o dinheiro do premio e iria pra Disneyland e começou a rir. No final disse que o dinheiro não iria muda-lo, pois ele não estava lutando ali pelo dinheiro e sim pela honra da família, que estava nesse negócio havia 65 anos. 
Assista a essa luta:
Royce Gracie recebeu uma medalha e um cheque de 50 mil dólares. A família Gracie então sobe ao ringue novamente e todos comemoraram muito. É o fim do primeiro UFC da história, que foi dedicado ao mestre Hélio Gracie, que segundo Rorion Gracie, foi o grande inspirador do torneio, pois era assim que ele fazia suas lutas no passado, contra artes marciais diferentes e sem regras.
Hélio Gracie foi o primeiro ultimate fighter, segundo Rorion e seu filho Royce Gracie, o primeiro a ganhar o Ultimate Fighting Championship.