Em dia
histórico, o PMDB rompe com o governo, vira oposição e faz uma
proíbição de cargos dos seus membros no governo. A reunião foi
comandada por Romero Jucá e demorou apenas três minutos. Uma mera
formalidade. O PMDB tinha 7 ministérios. Henrique Eduardo deixou a
pasta do Turismo já ontem, antes mesmo do anúncio do rompimento.
Restam seis ministros.
O PMDB não
é fraco e pros menos atentos, ele tem os dedos em tudo. O
vice-presidente do país, é do PMDB. O Presidente da Câmara dos
Deputados, Eduardo Cunha, é do PMDB. O presidente do Senado, Renan
Calheiros, é do PMDB. Além disso, o PMDB tem a maioria do
Congresso. Dos 81 senadores, 18 são do PMDB. Dos 513 deputados
federais, 67 são do PMDB. Dos 27 governadores, 7 são do PMDB. Dos
5.566 prefeitos, 1.024 são do PMDB.
Dilma
Roussef iria aos Estados Unidos pra uma reunião da Cúpula de
Segurança Nuclear. Desistiu. Acho que tá com medo de ir e quando
voltar a cadeira estar ocupada pra sempre. Desesperada com a saída
do PMDB, Dilma começou o corre-corre com o que resta da base aliada.
Procurou Gilberto Kassab, Ministro das Cidades, do PSD, que liberou
seus 31 deputados federais pra votarem como quiserem sobre o
Impeachment. Desses 31 deputados federais do PSD, cerca de 70% são
pró-Impeachment.
Dilma
encontrou também com o ministro dos Transportes, Antonio Carlos
Rodrigues, do PR. Ele disse que fica no cargo, mas a maioria dos 40
deputados federais do PR defendem o Impeachment. Começa agora a se
desenhar no front quem será quem nessa batalha. É hora de cada um
assumir sua posição. Quem demorar a tomar o seu lugar, poderá ser
engolido. Agora sim, a coisa começa a pegar fogo.
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