sexta-feira, outubro 14, 2011

Perigos da comunicação eletrônica



Nos dias de hoje, as pessoas não querem mais fazer uso do telefone ou do contato face a face dentro das organizações. A qualidade da comunicação no mundo dos negócios tem se tornado cada vez mais pobre, uma vez que é crescente o uso de correios eletrônicos com o intuito de aumentar a eficiência da comunicação. Mas o que ocorre é justamente o contrário.
O que vem se notando é que as pessoas não conseguem mais se fazer entender, mesmo quando enviam dezenas de E-mails explicando o mesmo assunto.
Uma conversa ao telefone ou uma visita à mesa do colega ou chefe, resolveria o problema em matéria de minutos. Então porque a boçalidade de achar que só podemos usar o E-mail? Que eficiência é essa? Prosaicamente, basta calcular pra saber se você consegue digitar mais rápido do que fala.
Adicione então à conta, as perguntas que o interlocutor vai fazer pra melhor compreensão da questão. E outras perguntas e respostas que podem surgir.
Até porque, se o sujeito que recebeu o E-mail não responder rápido, o sujeito que mandou pode achar que ele está com má vontade. Mas você fazendo uma visita ao cidadão, poderá constatar se ele está ocupado, ou não. Nesse caso, o telefone também não ajudaria muito.
O problema é que na etiqueta nova do trabalho, as mensagens de texto são menos intrusivas do que o telefone e a visita. Ora, hoje em dia, a visita e o telefone só servem nos casos em que o outro lado não entendeu o problema, quando na verdade, o caminho deveria ser o inverso.
O sujeito faria uma visita, discutiriam o problema e logo depois, mandariam um E-mail fazendo um resumo da conversa que tiveram, para que fique documentado. Aqui usa-se muito isso, as per our conversation.
Sim, pois isto é importante, uma vez que uma correspondência eletrônica vale o mesmo que uma assinatura. O que está escrito ali, vale. Todas as vezes que alguém tem que fazer uma coisa aqui no Canadá, ele pede pro outro, por favor, pode me enviar isso por escrito?
Assim, na minha opinião, a prioridade deveria ser uma visita, ou telefonema caso não possa ir até à mesa do colega, e por fim, um E-mail.  
Os superiores também devem se valer muito dessas visitas. É uma forma de estreitar os laços com os subordinados e mostrarem que eles estão acessíveis. Um funcionário é bem mais propenso a não fazer algo de errado quando não conhecem o superior do que quando trocam palavras com ele de vez em quando. E o mesmo funciona positivamente, quando conhecem o chefe.
Os australianos chamam essa prática dos superiores de passearem de “going walkabout”. Trata-se de uma ferramenta barata que aumenta a eficiência do trabalho de forma considerável.
Tenho uma pequena empresa de prestação de serviços e quando recebo um E-mail desaforado de um cliente, que está insatisfeito com alguma coisa, nunca respondo. Ao invés disso, faço uma visita o quanto antes.
O tom grosseiro ou negativo da mensagem se evapora ao receberem minha visita. Eu pergunto do problema e eles vão logo dizendo que não era bem assim, que não era nada demais e sempre agradecem pela visita.
Com isso aprendi que o problema na prestação de serviços não é errar. O problema é não responder aos erros com rapidez. E tudo isso só se confirma na visita cara a cara. O cliente se sente valorizado, afinal, alguém da empresa foi até lá tratar com ele, ao invés de simplesmente digitar algumas palavras e apertar “send”.
Se perceber que o cliente não está muito ocupado, ainda puxo assunto sobre coisas fora do trabalho. Se der conversa, e a maioria dá, já era, eis um cliente conquistado. E na próxima vez, aquele E-mail chegará de forma bem diferente.
Quando a visita é ao seu funcionário, ele também se sentirá valorizado. Agora, por favor, se quer reclamar de algo, faça reservadamente, chame o funcionário em um canto e converse. Mas se for pra elogio, faça-o na frente de todos.
Nem pra isso um E-mail serve, pois ninguém vai ficar imprimindo E-mail pra mostrar pros outros, se receber elogio. Se for crítica, na maioria das vezes, vai entrar por um olho e sair pelo outro.
Portanto, jamais ignore a comunicação cara a cara. Em 95% dos casos, o resultado vai ser infinitamente superior ao frio E-mail. 

terça-feira, outubro 11, 2011

Humanos, contra ou a favor da terra?

Nesse final de semana, conversando com um canadense pai de uma amiguinha das minhas filhas, descobri que o conceito de conviver com os bichos aqui é tão recente quanto no resto do mundo. Pelo menos em termos de lei. Na época de criança dele, que deve estar no meio da década dos 30, ninguém ligava caso um sujeito desse um tiro num guaxinim que bagunçasse seu quintal todos os dias em procura de comida. 

Hoje em dia, caso alguém pense em fazer isso, e for pego, vai pra cadeia no ato. Assim, vivem de maneira mais civilizada possível com os animais, mesmo sem gostar em muitos casos. Eu mesmo aprendi a conviver melhor com certos bichos, mesmo sem ter amor por nenhum deles. Já até salvei da morte um filhote de guaxinim, que estava preso em uma grande lata de lixo sem conseguir sair de lá. 

Na verdade, a vida humana depende dos outros seres vivos pra se manter no planeta. Não podemos deixar desaparecer espécies de animais e plantas sem serem estudadas e catalogadas antes. Nós, seres humanos, somos apenas um elo da cadeia biológica, e não podemos viver isolados dos animais e vegetais. Hoje muita gente sabe disso, mas nem sempre foi assim. Por milénios, o homem viveu em combate com a natureza e só sobreviveu porque derrotou os perigos do mundo natural. 

Só começamos a parar de destruir o planeta quando do advento das sociedades industriais e das formas globais de destruição da natureza, que nos despertaram para a necessidade de conservar o meio ambiente. Mas não só isso. Ao longo da existência humana no planeta, foi-se firmando em nossos genes uma predisposição hereditária da espécie humana para a convivência pacífica com os demais seres vivos. 

O nosso lado animal não é necessariamente selvagem e predatório. Mesmo tendo produzido grandes catástrofes e extinções de vida em massa na terra, lá dentro, algo nos diz que isso é um erro, que estamos jogando contra o nosso próprio património. 

Fatores sociais e econômicos determinam quando a predisposição de viver em harmonia com a natureza prevalece ou se a agressividade com a natureza predomina na historia humana. No momento, parece que a predisposição de salvar o planeta está predominando, embora ainda estejamos sob o impacto das formidáveis agressões que desencadeamos contra as cadeias de vida do planeta. 

Há um grande bafafá em torno da importância da preservação da Amazônia no mundo todo, o que percebo as vezes irrita até a o pensamento de soberania nacional. Mas na verdade, a preocupação mundial com a floresta Amazônica se dá justamente pela sua fragilidade e não por ela ser o pulmão do mundo, como se diz por ai. 

Em muitos pontos, as matas tropicais ainda estão sendo danificadas de forma tão indecente que mesmo as mais modernas tecnologias de reflorestamento não poderão traze-las de volta à vida. Dezenas de milhares de animais e plantas são extintos sem que tenhamos a chance de estuda-los. E por consequência, sem saber se eles contem ou produzem substancias que poderiam minorar os sofrimentos humanos. Matamos espécies numa velocidade muito maior do que elas podem ser criadas naturalmente. Gastamos o património natural sem que ele possa ser reposto com a mesma intensidade. 

Pra resolver essa equação, precisamos acelerar o nosso lado estudioso e conservacionista e conter o nosso lado destruidor. Conhecer uma espécie é o primeiro passo para sua conservação, pois só conservamos o que amamos e só amamos o que conhecemos e só conhecemos aquilo que nos é ensinado. 

As florestas tropicais são exuberantes apenas na aparência. Na verdade, são desertos úmidos. Possuem uma vasta e complexa cobertura vegetal fincada num solo arenoso, fertilizado apenas por uma delgada capa de material orgânico. Essa capa é mantida por um regime de chuvas acima dos 100 milímetros anuais. Entre todos os ecossistemas do planeta, o deserto úmido é o mais frágil. Ninguém sabe ainda como reconstrui-lo. 

Mas entre mortos e feridos, sobrou uma coisa positiva, que ninguém pode negar que tenha sido bom. Hoje em dia, nenhum projeto vai adiante sem que alguém tenha de esclarecer quais serão os efeitos das obras sobre a natureza. Isso não existia nos meus tempos de criança, nem na ideia do mais bem-intencionado esquerdista. 

Assim, mesmo sendo chato ou dispendioso pra alguns, nenhum projeto é aprovado sem que tenham um aval do órgão público que regula o meio ambiente. Isso é um avanço e tanto no que diz respeito à conservação do meio ambiente. Se eu falasse que existiria um órgão assim quando o meu pai tinha 20 anos de idade, ele iria cair na risada e dizer que se tratava de uma utopia. Não é mais.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Língua enrolada


É de dar pena quando vejo um estrangeiro tentando aprender a falar português. Ô linguazinha difícil do cacete. Até mesmo entre os brasileiros, poucos são os que falam e escrevem corretamente. Escrever principalmente.

Os motivos são muitos. Como a educação no Brasil é praticamente privada, quando se fala na pública, o ensino da língua é confiado principalmente a professores despreparados para a tarefa. Pra completar, o brasileiro lê pouco, o que propicia uma limitação enorme de vocabulário.

Ok, não vamos ser injustos. Os que vem das escolas e universidades privadas também não sabem escrever porra nenhuma. Você pode comprovar isso nas redes sociais. As redes sociais, alias, vieram pra expor a mediocridade do conhecimento sobre a nossa língua.

Tudo bem, é uma língua difícil, um outro diria. Sim, então não fale, fique calado. Mas tudo isso não altera em nada a vida de ninguém, certo? Tem gente que junta muito dinheiro sem nem saber ler. Muito legal. Mas temos aí um lado podre, que é a dominação das massas através da linguagem.

Eu mesmo se pego uma petição jurídica, não consigo descobrir se sou culpado ou inocente. E eles fazem isso de propósito, afinal, se todos aprendem aquela farsa toda ali, pra que vão contratar advogados?

Assim, uma grande parcela da população é mantida na ignorância, com o propósito de distancia-la da sintaxe dominante, onde são redigidos os contratos e as leis. Vemos nesse caso que a língua é poder e sem ter acesso a ela, o povo fica facilmente manobrado.

Até pra ajudar a canalhice dessa corja de ladroes desse país, a língua difícil ajuda. É muita combinação de fatores para que um dia esse país saia da merda. É muita!!!!!

quarta-feira, setembro 21, 2011

Fuja das Telecoms

Eu já havia dito há alguns anos atrás que a Blockbuster teria um futuro triste. Eis que esse ano ela fechou as portas aqui no Canadá. Mas era obvio, com tanto filme sendo baixado pela internet e pelos vídeos on demand, quem iria perder seu tempo de sair de casa pra ir buscar um filme e ainda mais, caso não devolvesse em tempo, pagando multa por atraso? Era um negocio fadado ao fracasso, como foi o caso das maquinas de escrever.

Se acreditar, não invista seu dinheiro em empresas de telefonia, pois elas vão sofrer um grande baque nos próximos anos. Hoje em dia, as empresas que fornecem telefones sob a tecnologia VOIP (Voice over the internet protocol) irão dominar o mercado. Elas oferecem um telefone bem mais barato e com muito mais features pros clientes.

Elas são muitas: voip.ms., 8x8, magicjack, e por aí vai. Mesmo alem dessas empresas, ainda há o Google talk e o skype, caso você não se incomode de fazer ligacoes pelo computador. O futuro das grandes nesse ramo de telefonia de voz está fadado, escutem. 

As empresas que oferecem telefone VOIP estão melhorando e tomando conta do mercado. Os custos tem diminuído e as empresas novas estão oferecendo cada vez mais baratas as “linhas”. Alem disso, está cada vez mais fácil instalar e usar telefone VOIP. Assim como a qualidade está cada vez melhor.

Telefonia VOIP responde atualmente por 33,5% das linhas de telefone na America do Norte. Especialistas esperam que pelo fim do ano de 2015, essa tecnologia chegue a 68,2%. E eles dizem que isso se dá pela facilidade de uso dessa nova tecnologia.

Bell Canada tem 19% da receita oriunda das linhas das casas das pessoas. Eles vem perdendo porcentagem do mercado nesse setor há anos. Ninguém pretende continuar pagando 50 dolares por mês por uma linha de casa.

Especialistas acreditam que a mesma historia vai ocorrer também para os telefones celulares no que diz respeito à transferência de voz. Como crescemos somente pagando voz pelos celulares e hoje pagamos por voz e dados, acredita-se que iremos pagar somente por dados no futuro e que a voz será gratuita.

Assim, investir no longo prazo em companhias que tem grande parte do faturamento e lucro vindo da área de voz é uma péssima ideia. Os dividendos podem até ser atrativos, mas se trata de uma barca furada. Portanto, pra não correr o risco, fuja das Telecoms.

sexta-feira, setembro 16, 2011

A vida não é brincadeira


As vezes eu chego a pensar que o pessoal da esquerda, aquela mais porra-louca, achavam que o mundo era uma brincadeira. Que as leis vigentes não deveriam ser respeitadas e que tudo iria acabar num final feliz. Nem sempre foi assim.  

Um dos casos mais comentados da minha adolescência no Brasil foi o sequestro do dono do Pão de Açúcar, o empresário Abílio Diniz. Os sequestradores se diziam membros de um grupo de esquerda chamado MIR, do Chile, e sequestraram o empresário para arrecadar fundos para dar suporte a guerrilha de El Salvador).

Metade do grupo foi preso e a outra metade fugiu. O grupo, tão covarde quanto a maioria dessa turma, não assumiu o sequestro, deixando os membros presos serem julgados como crime comum, ao invés de crime político, como sonhavam. Porra, crime político é o cacete. O que Abílio Diniz tinha a ver com isso pra o caso ser julgado como crime político?

Então eu vou e sequestro um cidadão em busca de um lucro financeiro. Sou pego e digo, por favor, isso foi um crime político. Eu quero financiar minha campanha pra governador lá do Rio Grande do Norte? Vá tomar banho.

E eles não tomavam jeito, dentro do presídio em São Paulo, ficavam fazendo greve de fome pra tudo. Uma delas foi fazer greve de fome para que libertasse o Bandido da Luz Vermelha, uma vez que queriam manda-lo pra um manicómio. Massa. Soltaram o cara e o que ele fez? Acabou fazendo merda de novo, estuprou a mãe de um sujeito no Paraná e foi morto por ele com um tiro de doze. Meu Deus, só fazem besteira.

Quando perguntados sobre o sequestro, diziam candidamente que não houve nenhuma violência contra Abílio Diniz. Que ninguém tocou em um fio de cabelo dele. Ah, tá. Deixar uma pessoa presa, incomunicável, sem saber se iria morrer ou viver no segundo seguinte, isso não é violência?

E se achando especiais, diziam que a história de vida deles os diferenciava dos demais criminosos comuns, por isso deviam ser soltos. Diziam que o crime não era a forma de vida deles. E esse sequestro foi o que? Uma farra depois de uma bebedeira?

Para o azar deles, a esquizofrenia esquerda levou um baque durante o período que estavam no chilindró. A União Soviética havia morrido, os sandinistas haviam sido derrotados na Nicarágua, a democracia havia voltado ao Chile. Se fuderam. Até mesmo o MIR, que os colocou nessa barca furada, fechou as portas. Que situação, hein pai velho? Fazer essa merda toda e todos darem as costas?

Na época desse sequestro de Abílio Diniz, as esquerdas ainda não haviam tomado conta do Brasil e as coisas tinham um pouco mais de seriedade. Uma senhora da quadrilha foi presa e levada pra o prédio do DOPS. Não queria falar e usaram os métodos ortodoxos de conversa. Sem roupa, foi colocada num pau de arara. Depois de uns choques em algumas partes do corpo, relevou tudo. É assim que se lida com bandido e acaba com sequestros ou crimes semelhantes.

Pena que hoje em dia o grupo dos Direitos Humanos tomou conta de tudo e com sua filosofia, tem dado uma ajuda fundamental na disseminação da criminalidade no Brasil. Então vamos somar: PT, MST, Universal, Direitos Humanos… o Brasil não tá fudido não. Tá fudido e meio!!!

segunda-feira, setembro 12, 2011

Uma outra gang

Depois de pensar e repensar, numa eleição interna comigo mesmo, concluí que a frase mais idiota já proferida por alguém é: “O Brasil é o país do futuro”. Pera lá, vamos analisar. Quando alguém que é o país do futuro é porque nunca vai ser do presente, certo? Tipo assim, quem não presente, se conforma com o futuro. Certo? Só pode ser, porque se essa frase quer dizer que o Brasil será um país sério, correto, justo e forte, podem esquecer, porque isso nunca vai acontecer.

Alem da população inteira gostar de corrupção e nunca condenar o PT e Lula por seus roubos, pois não tem raiva e sim inveja, temos verdadeiras quadrilhas tomando conta de vário setores da sociedade. O PT é a maior quadrilha em atividade hoje em dia, mas temos também outra enorme chamada Movimento dos Sem Terra, que eu falei no post passado e também uma outra gigantesca, chamada Igreja Universal do Reino de Deus.

A Universal, entre outras coisas, deixa de lado o trabalho divino e se ocupa de eleger políticos. Os pastores levam o político para o altar das igrejas e pedem votos aos fiéis. Forçam os fiéis a votarem no sujeito, oferecendo rezas extras pra quem votar no elemento escolhido por eles pra representarem a máfia.

São donos de emissoras de TV, evidentemente pra divulgarem suas ideias e terem mais poder de eleger quem querem e aumentarem o poder de forma nefasta. Só com essas três gangs que são PT, MST e Universal, não tem política económica que dê jeito. E olhe que são aliadas, não se desentendem nem a pau. É muito roubo, menino!!! E ainda querem dizer que esse país tem futuro!!! É mesmo? Espere ai.

Economista e palestrante sem-terra

Desde a época em que eu morava no Brasil, nunca consegui engolir esse movimento chamado MST. Sempre olhei com suspeita as atividades deles, os modus operandis, e seus objetivos. Um dos maiores lideres dessa turma é um economista chamado Joao Pedro Stedile. Ai o cara pergunta, um economista? Sim, um economista.

E o que ele faz? Ministra palestras pelo Brasil afora. Chegou a fazer mais de uma por dia. Vai a universidades, sindicatos e reuniões de pequenos empresários. Oficialmente, não recebe nada pelas palestras. Se não recebe nada e está ocupado o dia inteiro, ele vive de que?

Na época de FHC, ele queria derrubar o modelo neoliberal, o que não era uma surpresa. Pedia desenvolvimento do país, o que segundo ele, não poderia acontecer sob o modelo neoliberal. Como todo canhoto, reclamava que o governo não dava atencao ao social.

Então sugeria que os sem-teto, ou seja, as pessoas que não possuem casas, deveriam ocupar os terrenos baldios. E pessoas que não tinham comida deveriam ocupar os supermercados e mesmo assim, alegava que todas essas acoes eram pacificas.

Pra tomar terra dos outros, alegava que era um socialista cristão, pois queria ao mesmo tempo apoio da Igreja e da esquerda brasileira. O cara é sabido demais. Mas, pra completar e ter o apoio geral da sociedade, ele deveria dizer que é viado e se pintar de negro, aí sim, meu amigo, o apoio seria total!!!! Vou me tornar um personal marketeiro!!!

sexta-feira, setembro 09, 2011

Eu sou muito matuto

Eu tenho um amigo cujo apelido é simplesmente “Matuto”. Pouca gente fora do Rio Grande do Norte e estados vizinhos sabe o que é um matuto. Na região sudeste acho que o matuto é conhecido como caipira. Na Bahia, estado que não é do nordeste e nem do sudeste e nem de nenhuma região, chamam o matuto de tabaréu.

Pois bem, pensando na matutice do meu amigo matuto, eu me peguei pensando que eu sou muito mais matuto do que ele e nunca recebi esse apelido. Eu me sinto um matuto de marca maior quando me deparo com um aparelho eletrônico. Acho fantástica a matemática por trás daquilo.

Quando era pequeno, já era matuto. Meu pai, que sempre foi intimamente ligado com as tecnologias de informação, me deu de presente um microcomputador chamado TK-85. Era preto, pequeno e com essas teclas de borracha, péssimas pra teclar. Você ligava-o à televisão, através daqueles dois ganchos, acoplados à entrada da antena e ele aparecia na televisão, apenas um cursor piscando.

Caso você quisesse fazer algo surpreendente, como uma linha cruzar a tela, teria que digitar umas 200 linhas numa programação chamada Basic. Ou então pegar um gravador, desses toca-fitas, e colocar uma fita pra tocar, própria do computador, e ligá-lo ao computador. Essa fita iria gerar algum jogo idiota, tipo aquele das duas barras com a bolinha, pra você ficar jogando de um lado pro outro.

Eu ficava impressionado. Olhava pros outros e eles todos achavam aquilo a coisa mais normal do mundo. Aí hoje existe o Xbox Kinect, que o cara parece que tá dentro do jogo. Aliás, o cara tá dentro do jogo. Fico mais impressionado ainda. Todos acham aquilo a coisa mais normal do mundo.

Da mesma forma que me sinto um matuto com o comportamento das pessoas de hoje em dia. Me sinto um matuto diante da impessoalidade das relações humanas. Me sinto um matuto quando percebo que as pessoas não prezam mais pela amizade, não se abrem com os amigos, não se deixam aquietar por um segundo.

Me sinto um matuto diante do desperdício de comida, diante desse consumo excessivo, dessa mania de usar uma coisa e jogar fora pois já está obsoleta no minuto seguinte. É pior do que a obsolescência programada. É a obsolescência desleixada. 

Me sinto um matuto porque tenho uma televisão que comprei em 2007 e ainda não comprei uma modelo 2011. E mesmo essa 2007 foi comprada após muito custo, pois a modelo 2004 que eu tinha ainda funcionava bem. Me deixei vencer. E por sinal, a 2004 ainda funciona e muito bem. Por falar nisso, até pouco tempo atrás eu tinha uma modelo 2000, pequena de 13 polegadas, que ainda funcionava muito bem. Aposto que funciona ainda, mas minha mulher deu de presente.

Na verdade, disse tudo isso pra dizer que eu odeio o homem moderno. Aquele que não se espanta mais com nada. Aquele que pra ele tudo tá “ok”. Aquele que usa gel no cabelo e sabe responder as perguntas das entrevistas de trabalho. Eles são todos os uns robôs programados que não sentem emoção em nada. Nem choram ao ouvir uma boa música.

Como disse Carlos Drummond de Andrade, isso não é civilização, isso é uma porcaria!!!

Ninguém age mais com a própria cabeça. É tudo baseado num pensamento pré-estabelecido de uma massa. Todo mundo é informado e ao mesmo tempo não sabe de nada. A superficialidade das conversas reflete a superficialidade das relações.

Que a terra nos seja leve!!!

quinta-feira, setembro 01, 2011

Quero ser Ministro da Justiça

Tenho um plano relativamente simples para resolver o problema do crime no Brasil. O primeiro passo, seria dividir os criminosos em três categorias. 1) Os criminosos violentos que praticam crimes hediondos comprovadíssimos; 2) Os criminosos violentos que são espertos e não deixam tantas provas pra trás e 3) Os elementos que praticam crimes não violentos.

Feita essa divisão, partiríamos para as penas de cada categoria. Vai ser uma situação de ganho para todos. Os indivíduos que caírem na categoria 1, seriam sumariamente jogados pra fora da convivência com os humanos. Vejam bem, o dinheiro que o governo tem é do contribuinte, certo? Então, o contribuinte iria alocar os recursos que possui, uma vez que esse gasto com esses assassinos não está dando retorno pra ninguém.

Suspenderíamos o pagamento de comida desses presos lotados na categoria 1 e com o dinheiro excedente que teríamos, construiríamos enormes viveiros pra criação de tubarão. Quando tivessem prontos, algumas semanas depois, jogaríamos os elementos da categoria 1 dentro do viveiro para que possam alimentar os tubarões.

Até agora vocês estão entendendo porque é uma situação de ganho pra todos, não é? Senão, vejamos. O contribuinte ganha, pois ao invés de ter uma despesa sem retorno ao bancar moradia, alimentação e agora também uma bolsa-preso pra esses indivíduos sem recuperação, estarão agora lucrando com a venda de carne de tubarão pra alguns países que a apreciam. O tubarão também ganha, pois recebe comida em quantidade abundante. E por fim, o assassino também ganha, pois como já vem passando fome esse tempo todo, quer mais é morrer mesmo.

A segunda categoria teria sim direito aos presídios, mas por merecimento, pois foram espertos de não deixarem muitas provas pra trás. Como eles são os fodões, de QI elevado, e cometeram crimes hediondos mas sem deixar provas contundentes, os contribuintes pagarão a conta do presídio pra eles. Nada mais justo. Acho que o esforço tem que ser recompensado de alguma forma.

Mas só no inicio, até que instalemos as maquinas de telefone e internet, pois como são tão sabidos, trabalharão pra gente como agentes de telemarketing, afinal, não vivem ligando dos presídios para as casas das pessoas simulando sequestro? Então, podemos usar essa especialização, alem da capacidade de persuasão deles. Como telemarketing tá dando bastante dinheiro, eles também iriam se pagar e ainda nos proporcionar um lucrozinho besta, afinal como possuem muito tempo disponível, atingiriam metas incríveis de vendas.

A terceira categoria, a dos que não cometeram crimes violentos, esses sim, não iriam ficar presos. Pra que? Se os bichos são inofensivos fisicamente? Os crimes são do tipo estelionato, roubo de galinha, descuido, e outros crimes menores. Essa categoria 3 iria trabalhar pelo menos 4 horas do dia em trabalhos pesados pro governo, ou seja, pra nós, os contribuintes e investidores. O resto das horas do dia, eles iriam continuar trabalhando normalmente pra poderem sustentar os filhos, uma vez que não queremos os filhos deles na nossa conta.

Realocariamos todos os tratores da prefeitura, estado e nação, afinal são caros pra manter e abastecer e o usaríamos os mesmos pra alugar pra iniciativa privada. Usaríamos esses larápios e vigaristas pra cavar, carregar pedras, e fazer todo o tipo de trabalho que as maquinas fariam nas construções de estradas, pontes, escolas e outras necessidades de uma localidade. Demoraria mais um pouco, mas teríamos a certeza do preço dos trabalhadores: zero!

Caso as obras terminassem e essa malta ficasse ociosa, ainda poderíamos alugar esses elementos também pra iniciativa privada, a um preço camarada de 50 reais a cabeça por turno de trabalho. Como eles não ganhariam nada, teríamos aí um lucro adicional. O negócio é não deixar a rapaziada parada.

E alem do que, economizaríamos em duas outras frentes. Diminuiríamos os crimes pois esses indivíduos contumazes no crime pequeno estariam ocupados agora carregando pedra. E por outro lado, estariam fazendo exercícios físicos ao carregar pedras, diminuindo assim a quantidade de gente nos hospitais. Os amigos médicos dizem que medicina preventiva é tudo.

Como eu disse, com uma visão empreendedora podemos resolver tudo. Lucro pra todos, e se mesmo assim, os crimes ainda insistissem em aumentar, a população se beneficiaria com o aumento de lucro/diminuição de despesa em todas as 3 categorias de criminosos. O primeiro agindo como comida de tubarão, o segundo como agentes de telemarketing e os terceiros como trabalhadores da construção civil.

Lógico que os políticos corruptos, Ministros do STJ e juízes que vendem sentença e policiais canalhas iriam entrar automaticamente na categoria 1. Garanto que não teríamos oposição alguma, de nenhum setor da sociedade quanto à aprovação dessa ultima frase.

Vamos nos unir e içar meu nome ao posto de Ministro da Justiça. Prometo divulgar um balanço mensal das atividades, para não correr o risco de acabar na barriga de algum tubarão!!!.

domingo, agosto 28, 2011

Manter a forma sem se deformar

Ninguém precisa sentir dor para se beneficiar dos exercícios físicos. Se você sente dor no dia seguinte, está fazendo algo errado. Só ganha saúde com esportes quem não sofre. O sujeito consegue melhorar a qualidade de vida e diminuir a incidência de doenças apenas mantendo uma atividade física regular, bem dosada e não atlética.

A pessoa que ganha mais em termos de saúde é aquela que gasta 2200 calorias por semana em atividades extras. O dia-a-dia normal consome cerca de 2000 calorias diárias de um adulto. Dividindo as 2200 que devem ser gastas em atividades físicas extras por 7 dias da semana, o sujeito precisa gastar apenas cerca de 300 calorias extras por dia, o que não é quase nada. Representa uma caminhada de 30 ou 40 minutos.

O que vale é o total geral da semana. A pessoa pode dividir a caminhada em 15 minutos de manhã e 15 minutos a tarde e o ganho será o mesmo. É fábula a historia de que se não for 30 minutos seguidos, o exercício não vale nada ou que é maléfico o sujeito ficar 2 dias parado.

Os melhores exercícios são caminhar, nadar e pedalar. Correr só é recomendável pra quem já tem um bom condicionamento. Mas o melhor esporte é o que dá prazer a pessoa, pois deixa de ser um sacrifício e passa a ser um hábito e quando deixam de fazer, sentem falta. No fim, tudo é uma questão de estilo de vida. Se o esporte está associado com ele, deu certo.

terça-feira, agosto 23, 2011

Verde da cor do dinheiro

Por todos os lados que ando hoje em dia, tenho o desprazer de encontrar os ambientalistas engajados. E não somente os que vivem disso, mas também os que não vivem dessa industria, mas que querem parecer bonito nas vistas dos interlocutores, tipo aquele cidadão que vai ao teatro e diz que gostou de uma determinada peça, sem nem ter entendido o que o autor quis dizer com ela.

No Brasil por exemplo, todos pensam que os maiores problemas ambientais que temos estão relacionados com a floresta Amazônica ou com devastações florestais em geral. Nada mais enganoso, o maior problema ambiental do Brasil é a poluição urbana. Mas quem fala disso? A situação mais grave está nas praias sujas, na falta de saneamento e na poluição do ar.

E isso acontece muito porque quem dita as preocupações da vez são instituições internacionais. E é interessante pra elas falarem de poluição urbana? Não, não atrai dinheiro. Mas colocou o nome Amazônia no meio, por exemplo, ai chove dinheiro dos doadores e patrocinadores.

Grande parte dos recursos que mantém as ONGs no Brasil vem do exterior e junto com o dinheiro, vem também o que devemos combater. Até os políticos ditos de esquerda, que são evidentemente ligados à questão do meio ambiente (pois os esquerdas só fazem o que é certo e como o que é certo é cuidar do Meio-Ambiente, eles estão no centro da chafurdo), só agem de acordo com a agenda deles.

Uma história é interessante e ilustrativa. No final dos anos 1990, o Ibama embargou a construção da BR-364, que ligaria o Acre à Bolívia. Acontece que segundo alguns, essa obra estava danificando o Meio-Ambiente. A bancada se rebelou e só quem deu apoio ao Ibama foi a senadora Marina da Silva, que na época ainda era dos quadros do PT.

Poucos dias depois, a Marina, tão celebrada, veio à público dizer que o Ibama estava mancomunado com políticos contrários ao desenvolvimento do Acre, por isso estava embargando a obra. Ora, ora, ora, logo a Marina, a defensora do meio ambiente? Ele preferiu fazer vista grossa com essa questão ambiental pois estava batendo de frente com a opinião dos acreanos e dando chucrute com a questão eleitoral e os votos dela estavam fugindo. Porque não fechar os olhos pra isso, hein, Marina? Afinal, é só uma estrada.

Em resumo, se uma causa despertar voto ou patrocínio, entramos nela. Caso contrário, pode-se acabar não só com o pulmão do mundo, mas também com os rins, o fígado, o coração e tudo o mais que estiver vivo. E dá-lhe mico-leão!!!

quarta-feira, agosto 17, 2011

Mito do professor pobrezinho

Como sempre, ou eu chego muito atrasado ou bem na frente com relacao ao momento certo pra estar em um certo espaço na terra. Analisando pela lei das probabilidades, as chances de se estar na hora certa e no lugar certo são mesmo muito pequenas.

Ocorreu que entre 1991 e 1994, quando fiz meu segundo na Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte, eu passei por greves de professores em todos os anos. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde fiz minha graduação entre 1996 e 2000, peguei mais umas duas ou três greves. E sempre a questão da peleja era salarial.

Lógico, quando me mudei pro Canadá, nunca mais houve uma greve sequer em nenhuma das instituições citadas.

De certa forma, a briga deles era aceita pela sociedade pois todo mundo acredita que professor ganha mal e que são importantíssimos pra sociedade. No senso comum, um professor pode ganhar 10 mil reais e ainda acham que ele ganha mal. Ao mesmo tempo, um investidor pode perder os mesmos 10 mil reais e a população acha que ele perdeu pouco. Embora uma sociedade precise dos dois.

Mas e aí? Os professores universitários e das escolas técnicas ganhavam mesmo mal? Fazendo uma comparação com outros profissionais que estudaram a mesma quantidade de tempo, a resposta é não.

O problema era que esses professores costumam se comparar aos salários dos juízes, auditores fiscais, e outros. Mas não dá pra comparar porque, quantos advogados viram juízes? Quantos contadores viram auditores? Assim, os professores sempre comparam uma categoria inteira com o topo de outra.

Chegava a ser cômico uns professores que chegavam pra fazer greve dirigindo um belíssimo carro importado.

Portanto, os professores não podem se sentir tão desvalorizados. Mas de que adianta isso agora? Se eu já perdi uns 5 verões dentro da sala de aula?

segunda-feira, agosto 15, 2011

O teatro dos vampiros

Ao contrário do senso comum, acredito que o teatro é uma dos entretenimentos mais enfadonhos que se tem noticia. Os musicais então, nem se fala. No Brasil os teatros vivem lotados, mas não dizem nada.

Antigamente pelo menos era uma atividade refinada, havia uma relevância intelectual e uma peça servia pra influenciar a vanguarda da sociedade. Eles não usam Black-tie e Roda vida são exemplos representativos disso.

Hoje em dia, o pessoal só vai ao teatro no Brasil pra ver os artistas da Globo, mas mesmo assim acham que são contribuintes pro avanço da cultura.

A comédia leve no teatro, por exemplo, é um género que não compromete você com nada. O ator que faz uma comédia leve não se indispõe com o governo, com a Igreja, com ninguém.

Já nos Estados Unidos, o negócio é musical. Outro dia, após insistência da minha mulher, fui assistir ao “Mama Mia”, baseado nas músicas do ABBA. Até que gosto das músicas do ABBA, mas o espetáculo, de dura cerca de 3 horas, é de matar qualquer cristão.

Mas é uma heresia você dizer que achou enfadonho. A patrulha logo surge e você é tachado como um ser insensível ou tosco. E eu aposto que muita gente sai do teatro pensando ser uma droga e tem vergonha de parecer idiota e então sai repetindo que amou aquele espetáculo. E se brincar, ainda vai de novo. Vai entender…

sábado, agosto 13, 2011

Atos descabidos

O Brasil poderia estar muito melhor e muito antes caso não tivesse cometido alguns erros gritantes. O primeiro deles foi a criação do monopólio do petróleo em 1953, que fez nascer a cultura das reservas de mercado.

A criação de uma estatal de petróleo foi bom, mas criar também o monopólio não foi. Todo monopólio é antidemocrático pois é uma cassação do direito de produzir. Todo monopólio também é anti-desenvolvimentista, pois reduz o potencial de investimento.

Se uma empresa é eficiente, não precisa de monopólio. Se não é eficiente, não o merece. Este problema foi resolvido com a abolição do monopólio de exploração de petróleo, mas por quanto tempo o Brasil não penou por causa dessa insanidade? Pelo menos uns 45 anos?

Por muito tempo, os pobres iludidos brasileiros, que gritavam à plenos pulmões slogans como “O petróleo é nosso”, não sabiam, os desgraçados, que o leite da Petrobrás iria somente pro fundo de pensão milionário dos funcionários e dos benefícios escandinavos dos que por lá labutavam ou já haviam parado.

Outro erro majestoso foi a construção de Brasília. Essa obra contribuiu pra aumentar a inflação e a corrupção. Inflação pois gastaram horrores na mudança improdutiva da burocracia pra uma cidade parasita, em vez de investimentos em transportes e comunicações direcionados para a mudança pra aquela região. Corrupção porque o funcionalismo passou a reclamar vantagens especiais e rotinizar propina como suplemento salarial.

O argumento pra construção de Brasília foi que era preciso construir a capital em um lugar seguro. Ora, isso funcionava na época dos bombardeios navais, mas na era dos aviões e mísseis, construir uma cidade longe do mar e achar que estão seguros? Também não serviu pra desempatar pólos regionais (como Washington e Camberra) ou de sermos vizinhos de inimigos (como Istambul e Islamabad). Pra que então Brasília? Ninguém sabe.

Outro erro fatal foi a reserva de mercado da informática, de 1984. Quando precisávamos massificar o uso do computador, fizemos o contrario. Nem cresceu o uso e nem a indústria nacional de informática.

O outro erro fenomenal foi a Constituição de 1988. Esse bicho de três cabeças é híbrido no campo político, intervencionista no campo económico e utópica no campo social. O socialismo estava prestes a desmoronar e os constituintes aumentaram de 14 pra 40 os instrumentos de intervenção estatal e criaram 5 novos monopólios. O endurecimento da regulamentação trabalhista provocou desemprego e fuga pra economia informal. O sistema político se tornou híbrido de parlamentarismo e presidencialismo.

No meu tempo de menino, eu ouvia essa frase constantemente: “O Brasil é o país do futuro”. Ora, pode até ser, mas esse futuro não chega pra mim. E como diria Raul, quem não tem presente, se conforma com o futuro.

quinta-feira, agosto 11, 2011

E todo mundo explica tudo…

As pessoas tendem a achar que estão sendo perseguidas pelo acaso ou que tem má sorte quando alguma coisa acontece com elas que as irrita. Mas tudo tem explicação científica. Vejamos.
 
Porque todas as torradas caem da mesa com a manteiga virada pra baixo? Ora, uma torrada, um livro ou qualquer objeto de formato semelhante possui uma tendência de cair de cabeça pra baixo porque o torque gravitacional não é suficiente para que eles girem completamente sobre si mesmos antes de chegar ao chão. O objeto não tem tempo de dar uma volta completa de maneira a atingir o chão com a manteiga pra cima. A distância entra e a mesa e o chão fosse maior, a manteiga iria cair pro lado de cima.

Porque sempre pensamos que a fila em que estamos no supermercado é a mais lenta? A lei das probabilidades explica. É sempre mais provável que você pegue a fila mais lenta. Se tivermos 5 caixas, a probabilidade de pegar a fila que esteja andando mais rápido naquele momento é de apenas 20%. Assim, você tem 80% de chances contra você. Em outros números, em cinco chances, você tem 4 de entrar numa das filas mais lentas. Ao longo do dia, elas andam em velocidades iguais, mas a sensação é diferente em determinado momento do dia. E se tiverem 10 caixas, a probabilidade aumenta mais ainda.

Porque quando vamos procurar a chave no chaveiro é sempre a ultima do molho? As chances que a chave correta seja a primeira ou a ultima são exatamente iguais. As possibilidades de acerto diminuem de forma proporcional à quantidade de chaves no chaveiro. Num molho com 10 chaves, as chances são de 10% de acerto. As chances aumentam bastante quando são feitas as cinco primeiras tentativas, quando restariam apenas 5 chaves. Mas ao chegar nesse ponto, as pessoas já acham que existe uma conspiração do universo contra elas.

Porque muitas pessoas se espantam ao descobrirem que fazem aniversário no mesmo dia? Matematicamente, isso é muito provável. Se você juntar um grupo de 23 pessoas escolhidas ao acaso, as chances de que duas façam aniversario no mesmo dia é de 50%.

Porque as meias que se perdem são sempre parte de um par completo e nunca a meia que já está sozinha? Imagine que você tem uma gaveta com 10 pares de meias. Uma dessas meias se perde. A questão é saber qual a próxima meia a desaparecer. Pela lei das probabilidades, a outra meia a se perder terá mais chance de fazer parte dos 9 pares de meias completas do que a meia sozinha. Quando a terceira se perder, continua ainda muito provável que seja de outro par. Numa gaveta com 10 pares de meias, é 4 vezes mais provável que você algum dia acabe sem um único par completo do que com todos eles completos. Só resolve se você comprar todos os pares da mesma cor.

quarta-feira, julho 27, 2011

O mito da exclusão social

A grande diferença entre o capitalismo e o socialismo é que no capitalismo os resultados são melhores que as intenções, e no socialismo as intenções são melhores que os resultados. Mas a inteligentsia brasileira continua acreditando que a culpa da desigualdade social e do desemprego é dos capitalistas selvagens.

Ora, os Estados Unidos são capitalistas e geram empregos aos borbotões pros que nasceram lá e ainda de quebra, para as hordas de imigrantes que chegam lá pelos portões principais e também pelo que entram pelo deserto, de pára-quedas ou por túneis.

Parte da explicação desse problema é a flexibilidade da mão-de-obra. Mas, de todo modo, a responsabilidade pela exclusão social é principalmente das posturas anti-liberais das nossa esquerda tupiniquim.

A regulamentação trabalhista é cara e expulsa a mão-de-obra pra economia informal, que vive à margem da proteção previdenciária e do sistema de crédito. Os sindicatos agem como mensageiros da exclusão, pois mesmo protegendo os empregos e salários dos que já estão empregados, nada fazem pelos desempregados. Pelo contrário, diminuem as chances deles de arranjarem emprego.

A outra parte do problema é a falta de liberdade empresarial. O Brasil ainda é a república dos alvarás, com empresários oprimidos por um sistema fiscal confuso e dependentes de uma infra-estrutura insuficiente.

Portanto, que culpa o capitalismo tem se o socialismo toma conta das relações trabalhistas tupiniquins? E tome atraso e falta de inclusão social. Dá-lhe social, dá-lhe socialismo, dá-lhe turma sabida.

quinta-feira, julho 21, 2011

Um marginal chamado Kléber

Usando uma linguagem futebolística, uma vez que esse é o assunto, sabe quando a bola bate na trave? Sabe quando o time dá um apagão? Esses dois termos podem ser usados bem quando pensamos que o Flamengo queria contratar o mau caráter chamado Kleber.

O sujeito não vale nada. A cara dele diz tudo. Um micróbio do ponto de vista moral, como disse outro blogueiro. A arrogância, o mau-caratismo, a petulância. Imagine então se jogasse num clube grande? Sim, pois o Palmeiras não ganha nada há séculos, nem pode mais ser considerado nada. É o quarto time de São Paulo na atualidade.

O canalha do Kleber, por ironia do destino, estava para ser comprado pelo meu Flamengo. Como tinha apenas 6 jogos pelo campeonato brasileiro e ainda tinha a chance de atuar por outro time, uma vez que o jogador só fica impedido de trocar de equipe quando realiza 7 jogos, Kleber vem fingindo uma contusão há semanas.

Inclusive uma junta médica comprovou por A + B que Kleber não tinha nada, mas ele fingia sentir uma dor na coxa. Só isso era motivo pro Palmeiras, se tivesse um pouco de hombridade, colocá-lo na rua. Mas não fizeram, dando asas pra esse marginal defecar em cima da mesa do presidente do Palestra Itália. Inclusive do “machão” Luiz Felipe Scolari, que atendia pela alcunha de “Felipão”, mas que tem medo de Kleber e corre à boca pequena que pediu pra Kleber chamá-lo de “Lipe”.

Então em uma reunião ontem, à portas fechadas, com Tirone, a bichona presidente do Palmeiras e Lipe, Kleber recebeu a garantia de um aumento e conseguiu o que queria. Deu um pulo mostrando que a coxa estava boa e entrou em campo, justamente contra o Flamengo.

Em campo, mostra porque é um jogador que jamais vai ter sucesso na seleção Brasileira e em países sérios. Passa o jogo inteiro fazendo três coisas. 1) Cavando faltas e fingindo; 2) Se colocando em situação de impedimento, para arriscar pra ver se o bandeira não marca depois de tantas e 3) Reclamando com os juízes que marcam ou não marcam o que ele quer.

Aí entram os sub-pontos, como procurar confusão com colegas da equipe adversaria, procurar confusão com os jogadores da própria equipe, procurar confusão com os gandulas, com a torcida, com os policiais, com os cachorros dos policiais. O homem é incansável.

Mas ontem ele passou dos limites. Airton do Flamengo estava de posse da bola quando o juiz detectou que Júnior César estava caído, uma vez que Dinei do Palmeiras havia caído em cima dele. Pediu a bola e chamou atendimento. Na hora de voltar a bola em jogo, como de praxe, e como o Flamengo estava de posse da bola antes da paralisação do juiz, um jogador do Palmeiras deveria jogar a bola pra lateral e o flamengo continuar com a bola. Isso é o que se chama de Fair Play.

Mas eis que, quando o juiz coloca a bola no chão, os jogadores do Flamengo estão relaxados, esperando essa atitude de alguém do Palmeiras. Eis que o mau caráter chamado Kleber pega a bola no chão, e sai correndo em direção ao gol. Ninguém acreditou e o filho da puta chutou em gol, quase acertando.

Não deu outra, correu o time inteiro do Flamengo pra cima dele e até agora eu não sei porque ninguém deu um murro no nariz desse filho da puta pra ele pelo menos possa entender que ele não é galo cego, não. Ele tem somente lidado com frouxos. Mas a hora dele vai chegar. Ah, vai!!!

Uma hora dessas ele volta pra casa com a dentição estragada ou com a venta empenada. Ou fica desempregado e pensando, meu Deus o que fiz?

Esse rapaz devia ser proibido de passar na televisão por algum juiz preocupado com a educação das crianças e adolescentes. Em vez de ficarem proibindo coisas como o Planet Hemp, deveriam era proibir exemplos de mau-caratismo em pleno horário nobre.

quarta-feira, junho 29, 2011

A diferença fundamental

Americanos brigam de soco. Boxe é a luta nacional. John Wayne nunca usou as pernas pra brigar. Já os brasileiros brigam com as pernas. Não os lutadores de vale-tudo, mas o brasileiro comum. Quando começa uma briga no Brasil, vê-se logo pernas voando e chutes no incauto. Se o sujeito ficar em posição de boxe, será logo ridicularizado. Na América não, é comum isso acontecer.

Os americanos usam a parte de cima do corpo, os brasileiros usam a parte de baixo. Americanos usam as áreas mais nobres do corpo, os brasileiros às menos nobres. Eles estão mais perto do céu, o brasileiro do inferno. Ah, estão acima dos brasucas, pois estão no Norte e o Brasil, no sul. Na economia, também estão por cima.

No americano, o equilíbrio corporal é no peito, por isso a força escorrem pelos braços e estouram nos punhos. No brasileiro, o ponto de equilíbrio está na cintura. Um brasileiro é reconhecido na multidão pelo modo de mexer a cintura. Por isso a força escoa para as pernas e resultam em força e agilidade no percurso que vai até a ponta dos pés.

Uns poderiam dizer que são heranças dos negros, por isso temos essas características. Mas nos Estados Unidos também tem negros e eles também brigam com os punhos, a exemplo de Joe Louis, Muhammad Ali, Mike Tyson, George Foreman, Evander Holyfield e tantos outros boxers negros. E mesmo quando tentam jogar com a bola, os negros americanos escolherem o basquete, que se joga com as mãos.

Mesmo o futebol deles é jogado com as mãos. E é por tudo isso que se foi dito acima que o brasileiro é tão bom no nosso futebol, aquele que se joga com os pés, que precisa da cintura que gira do jeito da que conhecemos, mesmo estando por baixo na economia, no sul da geografia e mais perto do inferno.