segunda-feira, setembro 02, 2013

Viagem 2013 - Sudoeste dos Estados Unidos – Parte III

Saindo de lá, fomos pra La Jolla Cove, uma praia maravilhosa, onde os banhistas nadam juntos aos leoes marinhos. Entrei na água, mas não cheguei perto de nenhum leao marinho ou golfinho. Foi a segunda vez que nadei no Pacifico. À noite fomos jantar no Cheesecake Factory e fomos dormir. Na quinta-feira, fomos pro Legoland, pra ser o dia inteiro das meninas. Os avós decidiram ir pra um Premium Outlet Mall, que tem localizado estrategicamente perto do Legoland, em Carlsbad.

À noite dormimos em Calrsbad num Hampton Inn tambem barato e excelente, bem perto do Outlet. Acordamos na sexta-feira e saímos em direção ao norte. Destino: Malibu. Fizemos todo o caminho de volta pela orla, ou seja, pela California 1 e chegamos em Malibu pouco depois do meio dia. Fomos na praia Malibu Lagoon, mas o guarda nos informou de uma caminhada de uns 500 metros, o que desencorajou os tripulantes. 

Partimos entao pro que no fim das contas foi melhor: Zuma Beach. Descemos, tomamos banho, as meninas brincaram na areia e pela terceira vez eu entrei no Pacífico, dessa vez mais afoito, fui atras da arrebentação, por pouco tempo, mas fui. O medo de tubarao me deixava sem vontade de ficar por ali e tambem a quantidade grande de salva-vidas. 

Saímos de Zuma Beach e fomos em direção ao norte na Calfornia 1. Paramos numa cidade chamada Oxnard pra almoçar, no Olive Garden e depois do almoço, já resolvemos ficar por ali mesmo. Encontramos um Marriott Courtyard bastante agradavel e por lá ficamos. Saimos de lá no sabado de manha com direção ao norte novamente. 

No caminho pro norte, a primeira parada foi Santa Barbara, cidadezinha muito aconchegante, onde descemos e rodamos no comércio e fomos no Pier de lá tambem, onde tem um restaurante lotado que vende carangueijo e frutos do mar, mesmo em cima do pier, chamado Santa Barbara Shellfish Company.

Saímos de lá e cruzamos umas montanhas e de passagem, vimos uma movimentacao do lado esquerdo. Resolvi voltar e ver o que era. Era uma cidadezinha chamada Los Olivos, que nesse pedaço, se resumia à muitas lojas de vinicolas, que faziam degustacao dos seus vinhos e de seus azeites de oliva. 

Los Olivos, juntamente com Ballard, Buelton, Solvang e Santa Inez, compoem o Santa Inez Valley. Várias celebridades chamam esse lugar da casa deles, incluindo David Crosby, Bo Derek, Kelly LeBrock, Steve Seagal, Seth Green, John Forsyth, Robert Gray, entre outros. O ex-presidente Ronald Reagan vivia num rancho nas proximidades, assim como a Neverland, a propriedade de Michael Jackson tambem era nas redondezas. 

Ficamos sabendo que numa cidade um pouco afastada do litoral, chamada Santa Maria, eles faziam um churrasco parecido com o nosso, só que fatiando bem a carne e deixando pouco tempo no fogo, mal passada. 

Fomos pra lá em busca desse churrasco. Não encontramos, mas encontramos um restaurante chamado Orginal Roadhouse Grill. Como eles dao amendoim, a moda da casa é jogar todos as cascas no chao. Já de inicio ficamos cismados. Mas quando a corona chegou gelada e logo em seguida a carne chegou, foi só alegria. 

De lá saímos e fomos dormir em King City, tambem afastada do litoral. Acordamos no domingo e zarpamos pra um lugar que estava sendo bem falado por todos, Carmel by the Sea. E de fato a fama faz jus. O lugar é simplesmente espetacular. Um centro de lojinhas muito bacana, galerias de arte pra todo lado, restaurantes finos e muita gente bonita.

sábado, agosto 31, 2013

Viagem 2013 - Sudoeste dos Estados Unidos – Parte II



Chegamos no Grand Canyon no meio da tarde e fomos logo querer ver o bendito. Custa 25 dolares por carro, o que e uma pechincha pela estrutura que eles tem por la. A beleza e grande e claro, de onde se olha se fica abismado. Mas, os pontos mais bonitos so se chega de onibus, gratuitos, fornecidos pelo parque, que funcionam de dez em dez minutos ate uma hora apos o sunset. O melhor a fazer e deixar o carro parado e aproveitar esse servico. 

Fomos dormir em Williams, tambem num hotel bonzinho e barato. Descemos pra California no domingo, 25 de agosto. Logo depois de entrarmos no estado da California, apos termos voltado o caminho quase todo que fizemos ao Grand Canyon, houve uma chuva amedrontadora. O rio que passava ao lado da estrada descia nervosamente, em uma enchente caudalosa. Logo depois, vimos policia e olhamos pra ponte que passavamos e o rio parecia queria derruba-la. Agua muito forte, barrenta, arrebentando tudo. A policia estava por todos os lados, atenta. Depois de umas duas horas de chuva, conseguimos sair dessa agua toda e parecia que não havia havido chuva alguma. 

Mas logo mais a frente, os carros comecam a diminuir a velocidade. Uma tempestade de areia soprava no deserto de Mohave e la fomos nos novamente pra dentro de outro fenomeno dessa California maravilhosa. A coisa comecou a ficar mais normal, quando chegamos nas montanhas, San Bernadino e adjacencias. O nosso destino era Los Angeles. 

Chegamos em Los Angeles no fim do domingo, demos uma volta no downtown e fomos dormir num hotel perto da Universal Studios. Acordamos na segunda e fomos de fato conhecer os arredores. Comecamos pela calcada da fama e o sinal de Hollywood na montanha. Na calcada da fama, quem estava por la era Vin Diesel, gravando um programa de televisao ou apresentacao, não sei ao certo. 

De la fomos andar na famosa Sunset Boulevard e seguimos pra Beverly Hills, onde fomos bater foto naquele famoso parque que tem o nome da cidade. Fomos visitar as maravilhosas casas de la, fomos na casa de Michael Jackson, na de Ringo Starr (logico) e na de Jack Nicholson, que já e na famosa Mulholland Drive, onde se tem uma vista espetacular de Los Angeles. Fomos na Rodeo Drive e descemos pra Santa Monica. 

Uma vez em Santa Monica, paramos no Pier e almocamos no Bubba Gump, que tem mesmo no pier. Saimos da Santa Monica em direcao ao sul, pela orla, e fomos conhecendo as praias que so ouvia falar nos filmes e musicas. A primeira que paramos foi Venice Beach, logo em seguida Manhattan Beach, depois paramos em Hermosa Beach e dormimos em Redondo Beach. 

Na terca feira de manha, nos mandamos pra San Diego. Paramos tambem na famosa Long Beach, e ninguem gostou do banho por la e decidimos zarpar. No caminho, encontramos outra famosa parada, a ilustre Laguna Beach. Mas que lugar maravilhoso. Um dos pontos altos da viagem, com certeza. La, entrei no Oceano Pacifico pela primeira vez. Ondas fortes que puxam o sujeito pelos pes, agua muito fria, mas valeu a experiencia. 

De la rumamos pra San Diego. Chegamos la a noite já e ficamos no Best Wester Seven Seas, hotel bonzinho e barato. Na Quarta-feira, acordamos e fomos visitar a Coronado Bridge, que liga San Diego a Coronado e dizem ser a ponte mais alta do mundo. De la fomos visitar o porta avioes USS Midway, que se tornou museu e e uma maravilha de se ver.

quinta-feira, agosto 29, 2013

Viagem 2013 - Sudoeste dos Estados Unidos - Parte I

Saimos de Oakville, Ontario, na noite da terça-feira, dia 20 de agosto. Seguimos sul com direção aos Estados Unidos e adentramos a terra do Uncle Sam pela Peace Bridge, Fort Eire, no estado de New York. De lá, fomos direto ao aeroporto de Buffalo, onde procuramos um hotel em frente ao aeroporto. Inexplicavalmente, todos estavam lotados, mas acabamos encontrando um Quality Inn, de 99 dólares, que deu certinho. 

Deixamos o carro no estacionamento do aeroporto por 50 dolares por semana, melhor impossivel. Pegamos o voo das 5:50 da manhã da United pra Chicago, de lá pegamos o vôo das 8:00 da manha pra Las Vegas, com a diferença que se tem uma hora a menos de fuso horário de Buffalo e Oakville. 

Como Las Vegas tem mais duas horas a menos do que Chicago, chegamos em Vegas às 10:30 da manhã da quarta-feira, dia 21 de agosto. Em termos de Brasil, são quatro horas à menos. Ficamos no Bellagio, e sem dúvida foi uma ótima escolha. Pegamos um shuttle do aeroporto pro Bellagio, que custou 7.50 dólares por cabeça, ou 13.50 se voce comprar ida e volta. 

O Bellagio é excelente, novo, e principalmente central. De lá, pode-se ir pro cima ou pra baixo da Strip, que é a rua central do agito de Las Vegas. Saímos pra visitar a cidade logo que chegamos e depois fomos almocar um restaurante até legalzinho chamado Mon ami Gabi, situado logo em frente ao Bellagio. Demos mais uma volta e depois fomos pra piscina do hotel, ou seja, as cinco piscinas maravilhosas, lotadas de gente de toda qualidade, onde uma garçonete passa vendendo drinks.

Em Vegas com crianças, a diversao é visitar hoteis e comer em algum lugar. Visitamos o Caesar’s Palace, o Mirage, Treasure Island, Circus Circus, Venetian e o Palazzo, na quinta feira e na sexta-feira fomos pro Monte Carlo, Mandalay Bay, Luxor, MGM Grand, Excalibur, New York New York e Cosmopolitan, onde estava havendo um greve. 

Na Quinta, voltamos pro hotel, apos almocar no Venetian e à noite fomos pro espetacular show do Cirque du Soleil chamado “O”, dentro do proprio Bellagio. Na sexta, almoçamos num Outback na strip e fomos pra piscina do Bellagio curtir o fim da tarde. 

No sabado de manha, fui pegar o carro no aeroporto McCarran, e diga-se de passagem, que role. O cara tem que pega rum onibus do aeroporto ate um shopping somente de locadoras e somente la, pegar o carro que foi reservado. Pegamos o carro e tiramos pra o Hoover Dam, uma espetacular obra de engenharia feita ainda nos anos 1930s. De la, rumamos pro Grand Canyon, no estado do Arizona. Como Las Vegas fica em Nevada e estavamos indo pro Arizona, o Hoover Dam fica situado mesmo na fronteira desses dois estados. Assim, ao sair do Hoover Dam, já estamos no Arizona. 

A vegetacao e de deserto. Assim como em Las Vegas. Seco, seco. Porem quando estamos chegando em Kingman, Arizona, a vegetacao comeca a mudar um pouco. Kingman e famosa por ser a cidade onde comeca a legendarioa Route 66. De Kingman vamos pra Williams, ultima cidade antes do Grand Canyon se o projeto for visitar o Grand Canyon pela parte sul, que foi o que fizemos. 

Williams tambem e famosa pois ate certo ponto do seculo passado, so se ia pro Grand Canyon de trem e era de Williams que se pegava esse trem. Alias, ate hoje esse passeio nesse trem ainda funciona regularmente de Williams pro Grand Canyon.

terça-feira, abril 30, 2013

Father Forgets



Certa vez, durante ainda meu curso de graduacao no Brasil, tive a oportunidade de ler o famoso livro de Dale Carnegie, “Como fazer amigos e influenciar pessoas”. Uma cópia me chegou às maos através do meu amigo Gustavo Sousa. Logo no inicio, tinha uma historinha chamada “Father forgets”, de W. Livingston Larned, escrita ainda na década de 20 do século passado. 

Me deparei com essa historia novamente há pouco tempo atras e acho que todos os pais deveriam dar uma lida, pelo menos uma vez. Eu já reli várias vezes. O texto se dá com o pai sentado ao lado da cama, falando ao filho enquanto este dorme. Ele diz:

“Escute, filho, eu estou falando isso pra voce enquanto voce dorme, com uma maozinha embaixo do seu rosto e seus cabelos pregados na sua testa úmida. Eu entrei no seu quarto sem ninguem ver. Essa vontade surgiu enquanto eu lia meu jornal na bilbioteca, e uma forte onda de remorso me tomou de assalto. Cheio de culpa, vim para cá.”

“Tem umas coisas que eu estava pensando, filho. Eu tenho sido muito bruto com voce. Eu gritei com voce enquanto voce se vestia pra escola porque voce não tinha lavado bem o rosto. Fiquei irritado porque não havia limpado bem os seus sapatos. Eu fiquei ainda mais bravo quando voce deixou cair algumas das suas coisas no chao, por acidente”.

“Na hora do café da manha, novamente fiquei com raiva, porque voce deixou cair comida no chao. Engoliu a comida sem mastigar e colocou seus cotovelos na mesa. Voce colocou manteiga demais no pão. Quando voce comecou a brincar, eu, com toda raiva, parti pro trabalho. Voce parou de brincar e comecou a ir atras de mim pra se despedir, pulando de alegria, dizendo “Tchau, papai!” e eu com a testa franzida, disse em resposta, “Mantenha seus ombros eretos” e saí sem dizer mais nada”.    

“Tudo comecou novamente à tarde. Quando eu vinha chegando em casa, o vi de joelhos jogando bolas de gude. Tinham furos nas suas meias. Eu humilhei voce na frente dos seus amigos, fazendo com que voce marchasse na minha frente até a nossa casa. Meias são caras e se voce tivesse que comprá-las, voce iria ser mais cuidadoso. Imagine isso, filho, vindo de um pai?”

“Voce se lembra um pouco mais tarde, quando eu tava lendo o jornal na biblioteca, da forma timida que voce chegou, como que com o olhar magoado? Entao eu olhei por sobre o jornal, irritado com a interrupcao que voce tava me causando, voce hesitou na porta e entao eu perguntei “O que você quer?”, em tom rispido?”

“Voce nao disse nada, mas apenas correu pra mim, e num mergulho, jogou seus bracos em torno do meu pescoco, me abracando e me beijamdo, e seus bracinhos apertados traziam todo o amor que estava no seu coracao e que mesmo minha falta de atencao e afeto não conseguiu matar. E de repente, voce foi embora, subindo as escadas pro seu quarto, alegre”. 

“Bem, filho, foi apenas uns segundos depois disso que o jornal caiu das minhas maos e um sentimento terrivel de medo caiu sobre mim. O que o habito tem feito comigo? O habito de procurar culpa, de criticar tudo. Essa era a minha recompensa pra ti por seres crianca. Não era porque eu não te amava, o problema é que eu esperava demais de voce, um menino. Eu estava avaliando voce comparando com meus proprios anos de vida”.

“E tinha tanta coisa que era tao boa e perfeita no seu carater. O teu pequeno coracao era tao grande quanto à alvorada que se levanta por detras das montanhas. Isso foi demonstrado pelo seu impulso espontaneo de correr e me beijar antes de ir dormir. Nada mais importa esta noite, filho. Eu vim pra sua cama agora no escuro e me ajoelhei aqui, envergonhado”. 

“É uma tentative fraca de desculpa, eu sei. Mas sei tambem que voce não entenderia essas coisas se eu dissesse pra voce enquanto voce está acordado. Mas amanha eu serei um pai de verdade. Vou ser teu companheiro, e irei sofrer quando voce sofrer e rir quando voce rir. Irei morder minha lingua quando palavras de impaciencia insistirem em sair da minha boca. Vou repetir pra mim mesmo como se tivesse dizendo um mantra: “Ele é apenas um garoto, um pequeno garoto”.

“Eu receio que te olhei como um homem. Mas como posso ver agora, filho, enrolado e fragil na sua caminha, vejo que ainda és um bebê. Ontem, voce estava nos braços da sua mae, sua cabeça no ombro dela. Eu te cobrei demais, demais…”  

terça-feira, março 12, 2013

Mesma essência

Na entrevista da semana seguinte, ou seja, a entrevista número 2 de Veja, junho de 1969, eles trouxeram um dos piores tiranos da história da humanidade. Estou falando de François Duvalier, que ficou mais conhecido pra eternidade como Papa Doc.

Papa Doc era o ditador que governou o Haiti com mão de ferro por muitos anos. O Haiti tinha renda per capita de 70 dólares e 90% da sua população era formada de analfabetos. Quando esta peça boa chegou ao poder, os fuzilamentos, as torturas e a corrupção eram práticas institucionalizadas.  

Papa Doc, a exemplo de Fidel, Lula, Chavez e outros canalhas, possuem um dom incrível de mentir sem deixar passar sequer a impressão de que estão mentindo. Fatos fabricados ou distorcidos são o que alimenta o vapor da máquina, lógico, mas é necessário um talento pessoal pra ser o maquinista. De mentir sem rir, de passar num detector de mentiras sem suar, de enfiar a faca e dizer que não sabia que estava fazendo isso.

Papa Doc se vangloriava que era presidente do primeiro país de negros independentes, que tinham independência desde 1804, num papo de enganar criança, pra dar um certo sentido nacionalista ao povo que só levava fumo. Dizia que essa imagem ruim dele era forjada pelos Estados Unidos, pois ele fora macho o suficiente pra expulsar o embaixador americano, mesmo tendo uma frota de navios americanos estacionada na costa haitiana.

Bravatas desse tipo, costumamos escutar da boca de todos os outros seres já citados nesse texto. Ah, Sadam Hussein também vivia fazendo bravata. Kadafi também…

No caso de Papa Doc, o objeto de hipnotização pra idiotizar a população era que o mundo tinha raiva dos negros. Que os negros não podiam ser livres. Que os negros não podiam isso, os negros não podiam aquilo, e ele, Papa Doc, estava ali pra ajudar aos negros contra os opressores. Os inimigos reais e as forças ocultas. E haja inimigos, criados pela fábrica de ilusões.

Não é isso que a turminha canhota faz hoje em dia? Somente tem de diferente é que o objeto de hipnotização de hoje são os pobres. Os pobres estão fudidos, os pobres estão lascados, nós estamos aqui pra olhar pelo pobre, o pobre precisa de nós, afinal, somente nós é que nos preocupamos com os pobres e bla bla bla…

E fazem o teatro de bradar que lutam contra a velha aristocracia. Aristocracia esta que não está satisfeita em não estar mais no poder e vivem tentando derrubá-los, logo eles, os heróis do povo, os bons, os que acham que dinheiro é coisa de gente pequena, de burgues. Aí numa clara tentativa de dar pirulito pra criança se acalmar, dizem que o povo agora aprendeu a votar (porque votaram neles, óbvio, os heróis do povo). Sim, o voto hoje em dia tem qualidade, é consciente, bradam.

Consciente é a tonga da mironga do kabuletê. Queria ver uma reunião dessa corja à portas fechadas. Devem rir demais. Devem ficar rindo da cara dos patetas que são fanáticos, com suas boinas de Che.

É Isso, a história se repete e quem quiser virar vidente, não precisa mentir e nem querer adivinhar, basta ler o que já aconteceu, que nada irá mudar, somente os personagens. Os canalhas sempre estarão nesse filme, pode ter certeza, assim como sua contrapartida, os otários.  

E viva Papa Doc, viva Chavez, viva Lula, Viva Fidel, Che e Zumbi e todos os canalhas que acham uns patos pra fornecerem o necessário para a conclusão dos seus projetos de enriquecimento pessoal e de uns poucos escolhidos.

quinta-feira, março 07, 2013

O reacionário

Tive o prazer de ler uma entrevista de Nelson Rodrigues à revista Veja de 4 de junho de 1969. Esta foi a primeira entrevista que a revista fez e que mantem essa tradição até hoje, depois se tornando as páginas amarelas. O impressionante é a atualidade do conteúdo, apesar de ter quase 45 anos de idade.

O repórter pergunta ao grande escritor se ele era um reacionário. Ele responde, em outras palavras, que era um reacionário com todo o prazer, em vista que os que se diziam libertários eram “uma beleza”. Os libertários para os intelectuais e artistas brasileiros eram os soviéticos, por exemplo, onde de uma vez só Stalin matou 12 milhões de camponeses, os confinando a uma fome planejada.

Libertário era o socialismo, onde a experiencia tinha ceifado a vida de 100 milhões de pessoas no total. Assim sendo, Nelson Rodrigues disse que não era somente reacionário, era também o passado, a Idade Média. O futuro, que essa gente dizia que representavam, não significava nada pra ele.

O mesmo ocorreu na última década e ainda ocorre hoje. Se você não está alinhado com os bandidos que estão no poder no Brasil hoje em dia, você é considerado um ser antiquado, uma anta, um alienado, um ser pré-histórico, que torce contra o país. O bom é Cuba, o “cool” é chorar pela morte de Hugo Chavez, o legal é ir para as ruas protestar contra uma blogueira cubana. O antiquado é ser contra tudo isso. Assim, eu também sou um verdadeiro homem de Neandertal.  

Maravilhosamente, no decorrer da entrevista, ele diz que é anticomunista, pois para o comunista, o que chamamos de DIGNIDADE, trata-se apenas de um preceito burguês. Para o comunista, o pequeno burguês é um idiota absoluto justamente porque tem ESCRÚPULOS.

Ora, vejam só, não é esse o quadro que temos hoje em dia?  Com toda a rede de corrupção no país, já provada e comprovada, os militantes e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores e aliados não se fazem de rogados em ignorar isso, como se estivessem acima do bem e do mal? Eles dizem praticamente que não devemos nos preocupar com esse simples detalhe, que a corrupção é necessária pra um plano maior, que só eles sabem e conhecem. Ou então que o mensalão é invenção da oposição…

Ou seja, em outras palavras, querem dizer que a honestidade é coisa de otário, de burguês. Que o “sabido” mesmo tem que estar junto com eles. Que falar que Fidel e Che Guevara são os caras pra uma blogueira cubana que conhece a podridão do sistema cubano por dentro é que é o legal. Que Fidel ser um ditador canalha, um assassino de milhares de cubanos, um tirano, não tem nada demais. Que se Fidel faz parte da turma deles, entao ninguém fala dele. Ama tanto e de tanto amar acha que ele é bonito?  

Continuando a entrevista, Nelson diz que os jovens que fizeram aquela bagunça na França em 1968 eram umas bestas. Era uma juventude que escrevia nas paredes o slogan “É proibido proibir”, e ao mesmo tempo carregavam cartazes com nomes como “Lenin”, “Mao”, “Guevara”, e “Fidel”, indivíduos autores das proibições mais cruéis.

Caramba, os mesmos jovens, que carregam hoje em dia bandeiras escritas “Democracia” e “Liberdade”, são os mesmos que louvam e se masturbam pra Fidel Castro, que não é retrato nem de democracia e muito menos de liberdade na ilha que controlava até pouco tempo atras e que deu de presente pro seu irmão. Incrível não?

São os mesmos jovens que chamam Hugo Chavez de libertário, democrata e benfeitor. O mesmo Chavez que controla imprensa escrita, televisão e radio, que estatizou o país do jeito que quis e que manipulou eleições a vida inteira e defeca pra constituição do seu país. Juízes lá trabalham pra ele, não pra justiça. Mas é um grande homem pra essa juventude. E nesse caso aqui, pra os velhos também.

A história se repete. Só não se repete em uma coisa, naquela época, teve um grupo de homens que tomou o poder pra organizar a casa, botar moral e escovar uns fatos. Hoje em dia todo mundo assiste impávido, e a única atitude que tomam é contratar seguranças, comprar carros blindados, e se fechar nos bunkers dos seus apartamentos (pois casa só se for em condomínio fechado), uma vez que os bandidos tomaram conta do Brasil, com a conivência dessa corja que está no poder, com suas canalhices, suas alianças com narcotraficantes latino-americanos e seus direitos humanos.

Quem vai salvar o Brasil? Tomara que um grupo de homens reacionários, antiquados, burros e honestos, que gostem de ordem, que achem que dignidade e escrúpulo não são coisas de burgueses, mas sim qualidades inerentes à todo e qualquer ser humano, independente com quem ele se deite, do pé que ele chuta ou do Deus que venere. 

E rápido, pois os modernos, inteligentes e engajados elementos, enquanto não depredarem o país inteiro, não irão sossegar. E então partirão pra viver nos Estados Unidos, pois em Cuba, nem pensar. Ah, meninos...