segunda-feira, fevereiro 13, 2012

A anatomia do movimento estudantil


José Dirceu de Oliveira nunca dormia na mesma casa todas as noites, andava sempre armado e com seguranças. Ele era o presidente da UEE, União Estadual dos Estudantes, de São Paulo. Isso era na época em que concorria a presidência da UNE, uma vez que o seu companheiro, Vladimir Palmeira, que seria o candidato natural do seu grupo, se encontrava preso e tinha ficado muito conhecido.
  
O DOPS queria prender José Dirceu antes dessa eleição da UNE, que iria ocorrer no 30º Congresso Nacional dos estudantes, marcado para o fim de Outubro de 1968. Por causa desse congresso, as lideranças estudantis ficaram mais cautelosas e suspenderam as passeatas e evitaram qualquer choque com a polícia.

Vladimir Palmeira, presidente da UME, havia sido preso em 3 de agosto, no Rio de Janeiro. A UME era a União Metropolitana dos Estudantes, do Rio de Janeiro. Franklin Martins era o seu substituto na presidência da UME enquanto Palmeira estava preso. Quando Palmeira foi preso, a sua área de atuação se dividiu em duas. Uma comandada por Martins, que era favorável a luta dos estudantes dentro das universidades e a outra linha era comandada por Marcos Antônio Nascimento, que defendia uma luta mais direta contra o governo. 

Já o presidente da UNE de então, Luís Travassos, defendia uma linha ainda mais agressiva e seu lema era: “O povo unido derruba a ditadura”. Honestino Guimarães, da Universidade de Brasília, era um dos candidatos fortes à presidência da UNE, mas também se encontrava preso junto com Palmeira. Também presa estava Catarina Meloni, também presidente da UEE juntamente com Dirceu, pois a UEE havia também se dividido em duas alas. 

Outro líder estudantil preso era Atos Magno da Costa e Silva, presidente do DCE de Minas. Atos Magno deixou em seu lugar o ex-presidente do DCE mineiro Jorge Batista, que também era forte candidato à presidente da UNE. Preso também estava Bernardino Figueiredo, presidente do Gremio da Faculdade de Filosofia da USP. Havia sido libertado pouco antes do 30º Congresso o estudante Edson Soares, um dos vice-presidentes da UNE, que tinha muito prestígio entre os estudantes, mas que aparecia menos do que Dirceu e Travassos. Esses nomes compunham a alta cúpula do movimento estudantil brasileiro em 1968. 

Com uma manobra jurídica, Vladimir Gracindo Soares Palmeira foi solto em setembro de 1968, mas ao ser solto, já haviam emitido uma outra prisão preventiva pra ele. Com isso, todas as delegacias do DOPS e regiões militares do país recebiam ordem para prende-lo novamente e encaminha-lo pra Marinha. Por causa disso, Vladimir Palmeira decidiu não concorrer a nenhum cargo de diretoria da UNE. Também porque seu rosto era muito conhecido e como a UNE era ilegal, o presidente precisava ser locomover sempre na clandestinidade. 

Fora da disputa, Vladimir Palmeira passou a apoiar a então candidatura de José Dirceu de Oliveira. Franklin Martins havia vencido a disputa com Marcos Antônio Nascimento e passou a ser o presidente do DCE da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nascimento esse que era apoiado por Luís Travassos, que era o presidente da UNE em 1968. Franklin Martins era filho do senador Mário Martins.

A linha de Travassos perdeu da linha de Palmeira no Rio. Travassos, como já foi dito, pregava a radicalização do movimento estudantil. Queriam lutar nas ruas, lutar à frente do povo contra a ditadura e o imperialismo. A luta de Palmeira pregava a luta dos estudantes dentro das universidades, para reforma-las e assim contribuir na sua luta contra o governo. 

Tudo se encaminhava pra eleição de José Dirceu no 30º Congresso da UNE, afinal restavam poucos nomes pra concorrer ao cargo. Honestino Guimarães, de Brasília, e Atos Magno da Costa e Silva, de Minas, estavam presos. Para Travassos só restava Jean Marc, da UFRJ, para concorrer com Dirceu. Edson Soares apoiava Dirceu, assim como Carlos Alberto Muniz, presidente da UME, que sucedeu Vladimir Palmeira. 

A UNE passou a se chamar Ex-UNE desde a lei 4.464, de 9 de novembro de 1964, que a considerou extinta. Para substituir a UNE, foi criado o Diretório Nacional de Estudantes. Então a UNE, já Ex-UNE, promoveu um plebiscito perguntando aos estudantes se apoiavam a Lei 4.464, também conhecida como Lei Suplicy Lacerda, nome do então ministro da Educação. Os estudantes votaram em 92,5% contrários a lei. 

Em fevereiro de 1967, o então presidente Castelo Branco decidiu revogar a lei, assinando o decreto-lei 288, extinguindo também o DNE. Com isso, os estudantes não podiam ter uma associação nacional de forma alguma. O decreto-lei 288 dizia que as associações estudantis deviam se ater a cada universidade. Mas isso não parou que a UNE continuasse se encontrando, em congressos clandestinos. 

Em junho de 1964, se encontraram no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. Restaurante esse que foi fechado em 1968 pelo então presidente Costa e Silva. Em 1965 também se reuniram no Rio de Janeiro, elegendo o carioca Alberto Abissamara pra presidente. A reunião de 1966 foi no convento dos padres Franciscanos, em Belo Horizonte, e elegeram o mineiro Luís Moreira Guedes. Em 1967, reuniram-se no convento dos Beneditinos, em Vinhedos, São Paulo. O eleito foi o paulista Luís Travassos.

O Congresso de 1968 ia ser em Ibiúna, São Paulo, mas foi abortado antes mesmo de começar pelas forças militares. Falaremos mais em detalhes sobre esse evento um pouco mais tarde.  

sábado, fevereiro 11, 2012

As 10 mais de 1955

Inaugurando a série “As 10 mais”, iniciemos no ano de 1955. Trata-se de escolher, na minha opinião, as 10 melhores, mais importantes e fuderosíssimas músicas de cada ano. Elas não estão na ordem de importância, nem para mim e nem para o mundo. Só estão na ordem que eu quis. 
 
Senao vejamos. Nessa ano de 1955, os Platters colocam seus dois clássicos, representantes do melhor estilo Doo-Wop: Only you e The Great Pretender. Ray Charles manda I got a woman, que segundo alguns afirmam, foi a primeira gravação que pode ser considerada Soul Music. 

Representando a country music verdadeira, temos o grande Johnny Cash, com a sua The Folsom Prison blues e representando o jazz de New Orleans, temos o grande Fats Domino com a sua Ain’t that a shame

Chuck Berry chega com sua Maybellene, inaugurando o que se tornou depois uma norma, o uso efusivo da guitarra elétrica no rock and rol. Little Richard também faz seu début com o que viria a se tornar um classico do rock and roll, Tutti-frutti. Pra fechar o pacote de rock, temos o inigualável rei do rock, Elvis Presley, com Baby let’s play house.  

Pra fechar a conta, temos dois clássicos do Blues. A primeira Mannish boy, de Muddy Waters e a segunad Everyday I have the blues, com o mestre B.B. King. Aproveitem!!! Ao lado de cada música, um link com mais informações sobre cada música, sendo possível inclusive, escutar ou ver o artista tocando-a. 

1 – Only you – The Platters - Only you
2 – The great pretender – The Platters - The great pretender
3 – I got a woman – Ray Charles - I got a woman
4 – The Folsom Prison blues – Johnny Cash - The Folsom Prison blues
5 – Ain’t that a shame – Fats Domino - Ain't that a shame
6 – Maybellene – Chuck Berry - Maybellene
7 – Tutti-frutti – Little Richard - Tutti-frutti
9 – Baby let’s play house – Elvis Presley - Baby let's play house
8 – Mannish boy – Muddy Waters - Mannish boy
10 – Everyday I have the blues – B.B. King - Everyday I have the blues

VEJA AQUI TAMBÉM AS 10 MAIS DE 1956: 1956

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

O Começo dos conflitos


A nossa história começa no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, onde um conflito entre Policia Militar e estudantes resultou na morte de Edson Luís de Lima Souto, um estudante de 18 anos, que levou um tiro no peito. Quase ao mesmo tempo, num escritório perto do restaurante, uma bala perdida atingia a boca de Telmo Matos Henriques, de 39 anos, que trabalhava ali tranquilamente.
 
Esse episódio ocorreu no dia 28 de março de 1968 e marca o começo de uma nova era de manifestações estudantis que atingia várias cidades brasileiras. A maioria dessas manifestações ocorria sem repressão da polícia. Quando a polícia estava no local, os manifestantes partiam pra cima. Era uma fase diferente que quebrava o silêncio dos estudantes depois de quase cinco anos de quietude. De um tempo de protesto romântico, os estudantes entraram na fase da violência, da luta contra a Polícia.

Quando alguns podem pensar que de fato esse protesto havia sido feito mesmo pelos estudantes e já achar estranho que estudantes em vez de estarem estudando, estivessem trocando pau com a polícia, a verdade não era bem essa. A verdade é que, grande parte dos estudantes era dirigida por elementos estranhos à classe estudantil. Na sua grande maioria, os cidadãos que estavam por trás desses tumultos eram integrantes do então extinto Partido Comunista. 

O confronto estudantil com o governo era utilizado por esses líderes de forma pensada, pois sempre que havia um conflito, o governo saía perdendo. Se um soldado da polícia saía machucado, o governo aparentava uma posição frágil aos olhos da opinião pública. Se um estudante saía machucado, o governo era chamado de opressor. E tudo isso era de conhecimento de quem organizava essas manifestações. Até hoje é. 

Então se a Polícia era enviada para o local, ao chegar, já era recebida na base da porrada, pois essa era a técnica. Não existia diálogo, nem pausa. Avistaram a polícia? Baixem o pau, estudantes do meu Brasil!!! Mesmo com alguns cortes e até algumas possíveis mortes, o resultado é maior, em prol do nosso plano sinistro. 

Tudo era muito treinado, como a tática de todos os estudantes andarem ao mesmo tempo na contramão no meio da rua, na hora do rush, com o intuito de atrapalharem a polícia e o trânsito. Para atrapalhar a cavalaria, os estudantes passaram a jogar milhares de bolas de gude, com o intuito de derrubarem os cavalos. Alem disso, as bolas de gude também serviam como pedras contra o cavaleiro. 

Como a polícia não conseguia chegar perto dos vândalos, pelos motivos citados, e não podiam revidar, só restava a arma de fogo e por isso começaram a ter resultados mais desastrosos. E com a vantagem de ainda saírem dizendo: “atiraram em estudantes que a única arma que possuíam eram bolinhas de gude”. Tudo sinistramente orquestrado, para sempre se fazerem de coitadinhos, quando na verdade eram lobos em peles de cordeiros. 

Tudo estava começando a se esvair no ar, quando em setembro de 1968, a polícia invadiu a Universidade de Brasília depois que essa turma se apossou da instituição, reaquecendo a discussão sobre o tema e dando inicio a uma crise no governo sem precedentes. 

Um estudante foi ferido gravemente e alguns deputados também foram pro pau, quando tentavam ajudar alguns estudantes. Logo após a invasão, professores, alunos e funcionários da Universidade lançaram um manifesto falando em “Operação militar em um país em guerra”. 

O Exército não ficou satisfeito com a ação da Polícia Militar, que agiu de forma independente nesse evento da invasão da Universidade de Brasília. O governo ficou chateado pois se tratava de propaganda negativa. O Ministro da educação de então, Tarso Dutra, declarou na imprensa que houve imprudência das autoridades policiais de Brasília e próprio presidente Costa e Silva veio a público pra expressar sua vontade em prol do fim dessa violência.  

Só para se ter uma idéia de quão “braba” era a ditadura até o momento. O governo se preocupava porque a polícia invadia uma universidade, tomada por manifestações. Não houve mortes. E isso já tínhamos 4 anos e meio de governo militar. Esses quatro anos e tanto são esquecidos por aqueles que adoram contar a história da forma deles. 

A verdade é que o mundo estudantil é um micro cosmo do mundo político geral. Poucos lideres tem suas benesses e vantagens, enquanto a grande massa de idiotas aceita e segue o que lhes é passado. Ocorre na vida política e ocorre dentro do movimento estudantil. Quem não se lembra de Lindemberg Farias, dos Caras Pintadas, nos anos 1990?

Lembro-me quando ainda fazia o meu curso de Mecânica, na então Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte, nos primeiros anos da década de 1990. Tínhamos lá um sujeito chamado Valdemar Soares, que era o presidente do grémio estudantil. Vivia a incitar greve e em algumas oportunidades, saiu com um grupo de estudantes mais afoitos pra trocar pau com a polícia na Hermes da Fonseca, em frente a Escola. Evidentemente, logo que passou a fase de apanhar da polícia, entrou pra política. É um caminho traçado conscientemente por eles.

E porque ele saiu pra trocar pau com a polícia? Porque os estudantes da ETFRN estavam apoiando a greve dos motoristas e cobradores de ônibus, que alem de não estarem trabalhando, ainda bloqueavam uma das principais artérias viárias da cidade, impedindo que a cidade funcionasse direito. A polícia veio pra estabelecer a ordem e o que os estudantes queriam ia acontecer. A troca de pau com a polícia é sempre benéfica pro movimento. 

Então, gostaria que ficasse o registro de como começou a violência no período militar, que passou o governo Castelo Branco em brancas nuvens. O ano de 1968 foi o ano 1 da porradaria, que acarretaria no Ato Institucional numero 5 no final do ano, por causa, entre outras coisas, da crise política que se instalou no país. Crise essa oriunda desses conflitos com os “estudantes”.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Período militar e algumas verdades


Pra algumas pessoas, o governo militar foi uma droga e acabou-se. Não tem discussão. Mas de que governo militar você fala? Você acha que os 21 anos foram o mesmo governo e com as mesmas características? E também acha que os militares foram lá e derrubaram João Goulart e fizeram tudo o que queriam depois?

Pra que possamos continuar, é precisão esclarecer uma coisa. O período militar foi dividido em 4 partes. O primeiro, Castelo, foi um regime saneador e modernizador. O segundo regime foi o período de confusão e opressão que começa com Costa e Silva, passa pela Junta Militar e vai até o meio do governo Médici. O terceiro é a segunda metade do governo Médici e o quarto é a dissolução do regime, com Geisel e Figueiredo.

Dito isso, é importante fazer um apanhado histórico sobre a época de Jango. O senhor Jango estava mais malhado do que o Judas. Ele acobertava a intervenção armada de Cuba no Brasil desde 1961, estimulava a divisão dentro das forças armadas pra provocar uma guerra civil, desrespeitava a Constituição de maneira sem vergonha e elevava os gastos públicos até as nuvens, provocando uma inflação que levava o povo à miséria e enganava a população aumentando os salários. Aumentos esses fictícios por causa da inflação que comia tudo.

A derrubada do presidente foi um ato legítimo, apoiado pelo Congresso e pela maioria da população brasileira, salvo os membros da esquerda que estavam alinhados com Cuba e União Soviética. Se você tem dúvida sobre o apoio popular, procure saber sobre a maior manifestação de massas de toda a história nacional, que foi a “marcha da família com Deus pela liberdade”. Essa marcha foi bem maior do que todas as passeatas que vieram depois contra a ditadura.

No primeiro regime, no governo Castelo, não existiu restrição às liberdades. Castelo demoliu o esquema político comunista sem sufocar as liberdades públicas. Castelo foi duramente criticado justamente por isso, por não ter abafado as manifestações culturais e ensinamentos comunistas na sua gestão. Caso isso tivesse sido feito, talvez esses canalhas terroristas nem tivessem se criado. Não houve também violência física nessa época, exceto pela parte dos comunistas, que cometeram 82 atentados. Assim, respondemos alguma pergunta sobre quem começou a putaria.

Portanto, se a maioria pediu a queda de Jango, e a minoria (esquerda) queria o poder, qual era o regime de exceção de fato, como se diz por aí? Congresso, população, líderes políticos e comunitários, todos queriam Jango fora. E os atentados começaram com os comunistas e Castelo não deu resposta à altura. Na minha opinião, já era pra ter matado a cobra enquanto era minhoca. Com o AI-5, no próximo governo, começariam sim, as repressões sangrentas, o abuso da autoridade e a ditadura propriamente dita.

Não irei perder meu tempo descrevendo o governo Costa e Silva, AI-5, e o escambau, pois isso todos sabem melhor do que eu. Assim pulo pro governo Médici, que acabou com a guerrilha esquerdista, e teve um sucesso econômico gigantesco. O Brasil que era a 46ª economia do mundo, no governo Médici chegou a 8ª economia do mundo. Aí vem Geisel, que a esquerda deveria adorar, pois foi o presidente militar que adotou uma politica econômica socializante e inscreve o país no clube terceiro-mundista antiamericano e ajuda Cuba a invadir Angola.

Inclusive, esse foi o maior dos crimes da ditadura e ninguém diz nada a respeito, pois justamente foi feito pra ajudar a esquerda, então, calemo-nos irmãos. A invasão de Angola por cuba foi um genocídio que matou mais de 100 mil pessoas.

É de fato uma desonestidade intelectual atribuir a esses 4 regimes distintos o mesmo price tag. E da forma como são diferentes, não podem ser julgados em bloco. Castelo Branco foi um homem justo e um grande presidente. É famosa a história de que haviam pego o irmão dele recebendo um automóvel Aero Willys em um suposto caso de tráfico de influencia e o irmão perguntou se ele iria ser demitido. Castelo respondeu ao próprio irmão que: “Demitido você já está, quero ver o que eu faço pra que eu não coloque você na cadeia”.

Médici foi o melhor administrador que tivemos, porem era um péssimo político. Se alguém quiser criticar mesmo o governo militar sem parecer desinformado, essas críticas devem recair sobre a Junta Militar, Costa e Silva, Geisel e Figueiredo. Mas cada crítica com um viés diferente. Criticar assim é o mesmo que dizer que o governo do PT foi uma merda só, quando na verdade, tivemos dois presidentes até agora, cada um com suas próprias merdas.

Quer criticar, é contra, acha que a esquerda se fudeu? Tudo bem, mas ninguem pode negar as realizações mais obvias dos governos militares, sem ter nenhum respeito pela realidade histórica. E nem pode ocultar os crimes incomparavelmente mais graves praticados por comunistas que agora querem mudar a memória nacional para posarem de anjinhos.

Para os “professores de história” e a canalha que comanda o país hoje e seus seguidores, a esquerda terrorista era composta por “agentes da liberdade”, por pessoas que queriam implantar uma democracia no Brasil, pois eram contrárias à ditadura vigente, e refletiam os anseios da população brasileira, agindo da forma como podiam, matando gente, assaltando banco, sequestrando embaixadores e matando “agentes da cia”, etc, etc... e que foram mortos por militares bárbaros e cruéis, torturadores sem coração, que mataram os pobrezinhos inocentes que matavam a torto e a direita por esporte.

Mas na realidade, ocorreu justamente o contrário. Os militares combateram e derrotaram uma guerrilha armada, instruída e financiada por Cuba, entre outros grupos armados de esquerda, com a clara intenção de montar uma ditadura de esquerda no brasil. Os militares se opuseram a agitadores e terroristas, de armas na mão, evitando que o país fosse levado à anarquia completa e de se tornar uma grande Cuba.

Dizer que os militares eram os maus e os esquerdistas terroristas eram os bonzinhos não cola mais. Até porque, sabemos quem são os vermes que compunham a esquerda daquela época. Alguns deles estão ai. Os Dirceus, Minks, e Genoínos da vida.

Eram dois grupos em busca de duas ditaduras diferentes (Uma da manutenção da vigente e a outra da instalação). A primeira de direita e a última, de esquerda. Os de direita souberam se utilizar dos meios disponíveis e ganharam uma guerra civil. Tudo o mais é blá blá blá. É choro de bebê.

Na verdade, na verdade mesmo, a esquerda brasileira sempre foi despreparada e sem uma análise correta da realidade (análise essa do próprio Prestes, naquela famosa entrevista que tenho dele e que falo sempre), apesar de se acharem todos intelectuais. Claro que não tinham a mínima chance de derrubar o governo militar, mas mesmo assim, continuavam com a anarquia e bagunça. E reclamavam, entre outras coisas, da censura. Ora bolas, censura é um dos 10 mandamentos da esquerda. Cuba tá ai pra não me deixar mentir. Não se tem acesso à internet, não se pode ter tv à cabo, somente os sites e canais que o governo libera.

Basta fazer uma análise como sendo um comandante militar de então. Você é o governo e aparecem uns idiotas, armados ate os dentes, querendo matar gente na rua, e fazer arruaça. Você iria pensar: espere ai, vou matar 10, porque eles mataram 10? Hoje eles mataram 15, então eu vou matar 15? Não, isso não existe. Se fosse um general de Castro, por exemplo, iria mandar aniquilar todos, como fez inclusive o senhor Castro. Mas ninguém nunca analisa a questão da guerra civil na época da ditadura militar porque isso é um dogma. Inclusive as contas de mortos em Cuba pelo regime de Fidel chegam a 9 mil mortos. Os 300 do Brasil, que são mortos de ambos os lados, são um inseto perto desse genocídio Fidelino.

Se a ditadura do brasil fosse de esquerda e não de direita, o número de mortos e desaparecidos seriam de no mínimo 3000, e não apenas de 300!!! No mínimo!!! E nem adianta dizer que não se faz história com hipóteses, pois temos exemplos disso em todo lugar do planeta, de como os esquerdas são “benevolentes” com seus dissidentes e inimigos.

Imagino Carlos Marighella, Carlos Lamarca e o Joaquim da Camara Ferreira assistindo Collor e Sarney no mesmo palanque de Lula. Para eles, seria uma coisa tão horripilante quanto se depararem com Madre Tereza de Calcutá fazendo um bola-gato em Adolf Hitler. Mas os tempos mudam.

De toda forma, continuam tentando, como é agora com essa palhaçada chamada Comissão da Verdade. Comissão essa formada e escolhida à dedo, que já possui os nomes a serem punidos, assim como as sentenças já estão dadas. É impressionante como alguém reclama dos métodos militares brasileiros. Fidel, Lenin e Stalin são mesmo figuras conhecidas pelo seu carater democrático. 
Por tudo isso eu defendo o período militar, pois as opções que tínhamos eram piores. A esquerda brasileira naquela época matou tudo o que ela teve oportunidade. Se não matou mais é porque não tiveram oportunidade.

Um tal de capitão Vânio, que como Lamarca, se aliou aos comunistas e desertou o exército, mandou uma carta aos terroristas dizendo onde haveria um treinamento do exército, para que os terroristas pudessem chegar de surpresa e tomar as armas. No bilhete, dizia: “cheguem com tudo que vai haver reação por parte dos militares”.

Essa frase rodou em todos os quarteis. “cheguem com tudo”. Era essa a esquerda boazinha que todos se referem? Chegue com tudo em frente a um batalhão que treina é o mesmo que dizer chegue matando todo mundo. Pena que a carta foi interceptada e o capitão Vânio pagou com a vida. Não pelo exército brasileiro. Ele foi trocado por um desses embaixadores e foi pro Chile. Lá começou a fazer as mesmas merdas e foi assassinado junto com tantos outros esquerdistas dentro de um estádio de futebol, pela polícia política de Pinochet.

Pra não me alongar demais, isso aí explica porque eu defendo a ditadura militar brasileira. E sim, cometeram erros, como todo governo. E os erros deles não são mais grotescos do que os que a esquerda cometem e cometeriam. Celso Daniel e Toninho do PT estão aí pra provar o que a esquerda faz com quem não se alinha. E pelo que sei, não vejo nenhum relato de nenhum militar matando seus próprios membros.

Justiçamento foi o que aconteceu com esses dois pobres diabos, como aconteceram vários dentro da esquerda, desde à época de Prestes até hoje, pelo que se vê.

terça-feira, janeiro 24, 2012

PT, FARCs, MST e PCC, todos farinha do mesmo saco

O PCC nasceu para agregar os presos dentro das cadeias, da mesma forma que o PT o fez com os metalúrgicos. Inclusive, há quem pregue que o PCC deveria se lançar como partido político também. O PCC se criou com ajuda da esquerda, nacional e Latino-americana. E através desse grupo, através do Foro de São Paulo, e em especial das comissões de Direitos Humanos, ficaram protegidos, podendo agir livremente.

Um indício forte dessa teoria passa por Maurício Hernandes Norambuena, também conhecido como Capitão Ramiro, que foi o sequestrador de Washington Olivetto, em 2002. Quando o Norambuena foi preso, se apresentou como integrante da FPMR, Frente Patriótica Manoel Rodrigues. Evidente que a FPMR era coligada da MIR e das FARC e do PT, mas vamos devagar para não nos perdermos.

Na época da prisão, Norambuena foi protegido pelo PT e por membros da Comissão de Direitos Humanos de São Paulo. Fizeram inclusive uma clara tentativa de desvincula-lo do MIR (Movimento de Esquerda Revolucionaria, já traduzindo Isquierda em espanhol, que eu não sei como escreve), braço armado do partido comunista chileno, aliado latino-americano do PT. Não queriam associa-lo ao MIR, pois nessa altura, a ligação do PT com o MIR já não era mais segredo pra ninguém. 
 
Para entender a ligação do PT com o MIR, voltemos a 1989. O MIR foi quem sequestrou o empresário Abílio Diniz, liderados pelo argentino Humberto Paz. Os integrantes do bando que sequestraram Abílio Diniz, quando presos, vestiam camisas do PT e traziam com eles material de campanha de Lula. O PT, claro, emitiu sua versão fictícia e lunática de que os detidos teriam sido obrigados a vestir as camisetas. Fato este desmentido por vários repórteres, testemunhas e policiais presentes na ação.
Na época, o MIR, que tinha ligações comprovadas com o PT e não queria atrapalhar a eleição de Lula pra presidente, se retirou de cena e deixou os seus membros serem julgados como crime comum, pois não houve nenhuma entidade pra comprovar o que os que ficaram presos diziam, que haviam cometido esse crime pra arrecadar fundos pra guerrilha na Nicarágua (como se isso fosse justificativa e como se Abílio Diniz tivesse alguma coisa a ver com isso). Como ninguém confirmou isso, o julgamento foi processado como presos comuns e não como presos políticos.
O que são a vida de 10 membros, quando o objetivo é muito maior? Anotem. O MIR negou tudo, mesmo os membros afirmando aos quatro cantos a verdade, em entrevistas, jornais, televisão e o cacete a quatro. O MIR negou porque já era comprovada a aliança deles com o PT. A galera que foi presa, pegou penas de 26 anos de cadeia. Somente uns 10 anos depois que o MIR apareceu dizendo que de fato eram os responsáveis.
As ligações são tantas e claras que chegam a ser perturbadoras. Mas, claro que, uma quadrilha que matou entre outros Celso Daniel e Toninho do PT (inclusive, o acusado de matar Toninho do PT, ex-prefeito de Campinas, em uma clara ação de queima de arquivos, é membro do alto clero do PCC, o tal do Andinho), e nada deu em nada, pois essa turma acredita sempre que as verdades não irão chegar ao grande público.
Curiosamente, a Polícia Federal nunca investigou a morte de Toninho do PT, mesmo com um abaixo-assinado de 53 mil assinaturas de cidadãos campinenses, organizado pela viúva do Toninho, insatisfeita com a posição e falta de interesse do PT na história. Depois disso, ela tentou falar com Lula diversas vezes, e nunca conseguiu. Mesmo sendo o ex-marido assassinado um forte aliado de Lula em São Paulo no passado.
O assassinato da freira Dorothy em poucos dias já tinha a Policia Federal investigando. Curioso, curioso… A explicação pra morte de Toninho do PT ainda hoje arranca gargalhadas… O que conseguiram apurar foi que, o carro do prefeito inadvertidamente se atravessou na frente do carro do Andinho, que não sabia quem era, então fuzilou o sujeito.
Ora, nada mais conveniente do que um aliado, para ao ser preso, dizer a versão escolhida, nesse caso, pela alta cúpula do PT.
Mas, voltemos novamente… curioso também que o advogado dos sequestradores de Olivetto, chamado Iberê Bandeira de Mello, foi também o advogado de Silvinho do PT, que em 2006 disse na Folha de São Paulo que o objetivo do PT era arrecadar um bilhão e derrubar a República.
Por causa dessa entrevista na Folha, o Silvinho do PT foi convocado pra depor na CPI dos Bingos e lá disse que não era mais membro do PT. Pra que? Pra novamente não ligarem o PT às FARC, e ao PCC. Mas o PT ainda pagava a defesa do Silvinho, que tinha o Iberê como advogado. Será mesmo que o Silvinho havia saído do partido?
O Iberê, claro, era membro da Comissão dos Direitos Humanos da OAB. Outro canalha que participava da defesa e da mesma comissão era o advogado criminalista Klinger Luiz de Oliveira Souza, condenado pela justiça por crime contra o património público como secretário de Assuntos Municipais de Santo André, na gestão do prefeito assassinado Celso Daniel.
Não se há mais dúvidas das ligações das FARC com o PCC. E não existe nenhuma dúvida das ligações do PT com as FARC. O Foro de São Paulo tá aí pra provar isso. E ainda há quem queira dizer que o PCC se fortaleceu no governo tucano.
A inteligência da polícia já sabe que aquelas famosas ações do PCC tiveram o intuito de desestabilizar a candidatura de Alckimin e garantir a vitória de Lula. A população já sabia das ligações do PT com o seu braço armado rural, que é o MST, mas ainda não sabiam das ligações do braço armado urbano, que é o PCC.
Como o brasil não sabia disso, O PT armou junto com o PCC para tumultuar São Paulo e colocar a culpa na falta de capacidade dos tucanos em tomarem conta do próprio estado. Sim, observando isso de hoje, parece inverosímil que Lula estivesse com medo de perder. Mas, naquele momento, ele tinha vitória certa no Nordeste, porem no sul e no sudeste não era tao certa assim.
A humilhação máxima do tucanato seria a confirmação de que não tinham condições de lidarem com a situação, e pedissem ajuda ao governo federal, para que enviasse as tropas do exército e da força nacional para acabarem com o terror nas ruas de São Paulo. Quando o exército chegasse, o PCC iria parar com os ataques e Lula ficaria com o mérito de ter dado a São Paulo a segurança que o povo pedia.
Inclusive a união das FARC não são apenas com o PCC e o Marcola. Também possuem negócios com Fernandinho Beira-mar e o Comando Vermelho. Comando esse que foi criado a partir dos ensinamentos dos presos políticos de esquerda da época, que haviam recebido treinamento de guerrilha urbana em Cuba e foram colocados no mesmo presidio da bandidagem comum. Ou alguém acha que o nome Vermelho do grupo vem de que? Ou alguém também não sabe que a cor das esquerdas é o vermelho? Cor de sangue?
O crime organizado no Brasil deve essa conta aos esquerdistas presos que ensinaram aos meninos a se organizarem. Antes tínhamos somente bandidos agindo sozinhos, ou com poucos parceiros. Depois que a esquerda ensinou-os e treinou-os dentro dos presídios, o crime organizado criou corpo. Antes tínhamos somente os bandidos da luz vermelha, os Meneghettis, os Lúcios Flávios, os Negros Gatos da vida.
Outra evidência enorme disso tudo o que falo é que não há dúvidas de que o PT é membro efetivo do Foro de São Paulo. Foro esse, inclusive, que foi fundado pelo próprio Luís Inácio, em 1990, no Hotel Danúbio, em São Paulo. O foro tem como objetivo reunir os movimentos de esquerda da América Latina. Chegou a ser presidido por Fidel Castro e congrega 153 grupos de narco-guerrilha.
A invasão da camara dos deputados de São Paulo pelo MLST (uma das facões do MST) foi um exemplo de coisa muito bem organizada. De acordo com camaras de segurança, um dos líderes dessa gang, o senhor Antônio José Arruti Baqueiro, visitou a camara 24 vezes antes da invasão. Porque estou falando isso?
Porque o então secretario nacional pra movimentos populares do PT, o senhor Bruno Maranhão, foi quem liderou a invasão da camara de São Paulo. Embora sob nomes diferentes, PT, FARC, MST, PCC, todos tem o mesmo objetivo: roubar, e fazer o que for preciso pra implementar as doutrinas que julgam serem as melhores para a América Latina.
Repito, MST, braço armado do PT rural, e PCC, braço armado urbano.
O PCC inclusive, possui um programa de assistência a família dos membros, de pagamentos de advogados pra ficarem à disposição da gang. Advogados esses, que muitas vezes, dividem seus escritórios pra atender PCC e PT, como clientes principais. Ah, o Bruno Maranhão, líder da invasão da Camara, era inclusive recebido sistematicamente pelo presidente Lula, no Planalto.
Voltando ao Foro de São Paulo, coisa que todos gostam de esquecer. Luís Inácio, como então presidente do Foro de São Paulo, assinou um documento manifesto em solidariedade total às FARC e outras organizações criminosas. Ora, os governos do PT, somente em recusar-se a qualificar essas organizações como terroristas e narcotraficantes, já dão provas que vem cumprindo a solidariedade que prometeram nesse documento assinado por Lula.
São tantas as ações e colaborações mútuas entre PT e FARC que seria preciso um livro pra discorrer sobre o assunto. Um juiz federal chamado Odilon de Oliveira apresentou provas cabais da parceria entre as FARC e quadrilhas brasileiras de assassinos e sequestradores. O que aconteceu? Ninguém o levou à sério, o PT isolou-o da forma que age melhor e o juiz saiu de cena. Inclusive havia até a participação de ministros de Lula nas propagandas das FARC na revista América Libre. É muita afronta.
Então, nesse ponto da minha escrita, eu fico me perguntando, devo continuar falando sobre isso? Até agora, alguém ainda acha que o PCC cresceu por causa da falta de atenção dos tucanos em São Paulo? Será que o Tucanos teriam mais poder do que a união dos membros do Foro de São Paulo, com seus métodos eficazes, dinheiro de sobra e prontidão pra suas ações?
Mas o sujeito que tá lendo isso pode se perguntar, mas eu não acredito que o Foro de São Paulo existe. Se existe, sim, o PT tá enrolado até a alma, concluiria alguem que pensa mas que nao crê. Mas ele existe mesmo? Vamos lá, digamos que existe. Mas o PT e as FARC são mesmo membros desse tal Foro de São Paulo?
Se ele existe, temos um problema. Porque a imprensa já divulgou aos quatro ventos as ligações das FARC com Marcola e Fernandinho Beira-Mar. Daí pra se fazer uma associação não se demora muito. PT se relaciona com FARC. FARC se relaciona com PCC, MST e CV. O PT estaria fora dessa união porque?
Se alguém tem duvida, peça por email ou correio à qualquer membro do Foro de São Paulo, que não habite no Brasil, as atas completas das assembleias e os nomes dos membros da entidade, ou ate mesmo, uma coleção das revistas América Libre. Só isso já prova a participação do PT nessa entidade tenebrosa chamada Foro de São Paulo. E pelo simples fato dos membros serem quem são, some ai dois mais dois.
Existe também dois discursos que Lula reconhece, com orgulho, o carater secreto e clandestino das atividades do Foro de São Paulo. Podem também procurar o juiz federal Odilon de Oliveira e perguntar a ele porque o PT continua a se relacionar com as FARC mesmo sabendo que a justiça federal já tinha provas que essa organização era colaboradora de quadrilhas nacionais empenhadas em matar brasileiros a torto e a direita.
Outro detalhe curioso é que, com o intuito de defender os irmãos que estão presos, foi tomada uma decisão para que os advogados e juristas de cunho esquerdista fossem aumentando suas militâncias e envolvimento nas comissões dos direitos humanos dos estados, impedindo assim o massacre total dessas vidas inúteis. Ou alguém havia visto esse grupelho nas portas das cadeias antes do MIR chegar ao Brasil pra fazer aquela presepada com Abílio Diniz? De lá pra cá, a atividade organizada deles cresceu de maneira assustadora.
Com a exceção de Hélio Bicudo, que desde os anos setenta se empenha em defender bandidos de execuções do esquadrão da morte e do grupo de Fleury, ninguém se metia em defender bandido. Hoje em dia é uma prática comum, em toda viela e cidadela tem um membro dessa comissão sinistra. Ah, Hélio Bicudo esse que saiu do PT atirando pra todos os lados. Mais um sabedor das ligações dessa turma com essa canalha.
Por mais que os governos tucanos tentassem sufocar o PCC, a juncão do financiamento por parte de grupos narco-guerrilheiros e de membros do Foro de São Paulo com a ação coordenada das comissões de direitos humanos, atou as mãos dos governos tucanos de forma que eles nem podiam se mexer.
Triste é poder constatar que PCC, Lula, PT, FARC, MST, MSLT, CV, Foro de São Paulo, Fidel, Chavez, são a mesma coisa. São todos farinha do mesmo saco. E estão todos unidos dentro desse mesmo saco, de mãos dadas e cantando a internacional comunista. E o tucanato e o resto da oposição desunida brasileira , de fato, não podem com eles.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Primeiro Twitcam Humberto Gessinger - 11 de janeiro de 2011

Sigam primeiro twitcam do Humberto Gessinger, dos Engenheiros do Hawaii. A qualidade nao ficou muito boa, pois foi gravada direto do microfone do PC dele.

Programa muito legal, principalmente pra pessoas como eu, que escutava esse cara dia e noite na minha adolescencia.

Parte 1 - Na veia, Dançando no campo minado:



Parte 2 - De fé, Outras frequencias, Números:



Parte 3 - Eu que não amo você, Dom Quixote, Nuvem, Ilex Paraguariensis, Tententender:



Parte 4 - Perfeita simetria, Quanto vale a vida,

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Número de milionários por estado

A revista Exame divulgou um quadro com a distribuição de milionários pelos estados brasileiros. O campeão de milionários é o estado de São Paulo, com 63,398 milionários. O segundo colocado é o Rio de Janeiro com 20,727 milionários, uma diferença gritante de São Paulo. Em grosso modo, São Paulo tem 3 vezes mais milionários do que o Rio de Janeiro. O terceiro estado brasileiro em número de milionários é Minas Gerais, com 7,980 milionários. O que por sua vez é 3 vezes menor quase do que o Rio de Janeiro. Porém, os 3 primeiros do país fazem parte da região sudeste, o que faz com que essa se confirme como a região mais rica do país.

Rio Grande do Sul é o quarto com 7,812 milionários, Paraná é o quinto com 7,329 milionários e Santa Catarina é o sexto com 4,123 milionários, consagrando a Região Sul como a segunda mais rica do país. O Distrito Federal é o sétimo, com 2,800 milionários e o oitavo é a Bahia, o primeiro do nordeste, com 2,471 milionários. Goiás é o nono com 2,233 e Pernambuco é o décimo, com 1,743 milionários, sendo o segundo estado do Nordeste.

O décimo primeiro é o Espírito Santo, com 1,575 milionários, fechando a região Sudeste. Até agora, fechamos a região sudeste com 93,680 milionários e a região sul com 19,264. Tendo a região sudeste uma taxa per capita de 23,420 milionários per capita e a região sul de 6,421 milionários per capita.

O décimo segundo estado é o Mato Grosso, com 1.435, sendo o primeiro da região centro-oeste. Décimo terceiro é o Ceará, com 1,309 e décimo quarto o Mato Grosso do Sul com 1,211 milionários. Décimo quinto vem a ser Alagoas, com 658 milionários e décimo sexto é o Maranhão, com 504 milionários. O décimo sétimo é o Amapá, com 476 milionários e o décimo oitavo é Sergipe, com 434 milionários.

O nosso glorioso Rio Grande do Norte é o décimo nono, com 427 milionários e o vigésimo é o Amazonas, com 399 milionários.  Vigésimo primeiro a Paraíba, com 252 milionários e Vigésimo segundo o Piauí com 224 milionários. Vigésimo terceiro é o Pará, com 182 milionários e vigésimo quarto é o Tocantins, com apenas 70 milionários.

O vigésimo quinto vem a ser o Acre, com 35 milionários, o Vigésimo sexto é Rondônia com 32 milionários e o estado com menor número de milionários no Brasil é Roraima, com apenas 28 milionários.

Assim, a terceira região com maior número de milionários é a região centro-oeste, com 7,749 milionários, 1,549 milionários per capita. A região nordeste tem 8,022 milionários, e uma taxa per capita de 891 milionários por estado. A região norte por sua vez é a com menor números de milionários do país. Contam com 1,152 milionários, e uma taxa per capita de 192 milionários.

Pode-se notar que:

1 - São Paulo com 63,398 tem quase o mesmo número de milionários somados no resto do Brasil inteiro, que é de 64,894. Se tivéssemos cerca de 1,500 milionários se mudando pra São Paulo, ele teria soma maior do que o resto do Brasil inteiro. É impressionante isso.

2 - Tocantins sempre alardeada como terra promissora, onde todos podiam ir povoar e ficar rico, parece que não está condizendo com a realidade.

3 - A diferença da região norte pras outras regiões do país é gritante. Até mesmo pro nordeste, a segunda região mais pobre.

4) Também vale ressaltar o progresso da região sul. Compacta e forte.