Pra algumas pessoas, o governo militar foi uma
droga e acabou-se. Não tem discussão. Mas de que governo militar você fala?
Você acha que os 21 anos foram o mesmo governo e com as mesmas características?
E também acha que os militares foram lá e derrubaram João Goulart e fizeram
tudo o que queriam depois?
Pra que possamos continuar, é precisão esclarecer
uma coisa. O período militar foi dividido em 4 partes. O primeiro, Castelo, foi
um regime saneador e modernizador. O segundo regime foi o período de confusão e
opressão que começa com Costa e Silva, passa pela Junta Militar e vai até o
meio do governo Médici. O terceiro é a segunda metade do governo Médici e o
quarto é a dissolução do regime, com Geisel e Figueiredo.
Dito isso, é importante fazer um apanhado histórico
sobre a época de Jango. O senhor Jango estava mais malhado do que o Judas. Ele
acobertava a intervenção armada de Cuba no Brasil desde 1961, estimulava a
divisão dentro das forças armadas pra provocar uma guerra civil, desrespeitava
a Constituição de maneira sem vergonha e elevava os gastos públicos até as
nuvens, provocando uma inflação que levava o povo à miséria e enganava a
população aumentando os salários. Aumentos esses fictícios por causa da
inflação que comia tudo.
A derrubada do presidente foi um ato legítimo,
apoiado pelo Congresso e pela maioria da população brasileira, salvo os membros
da esquerda que estavam alinhados com Cuba e União Soviética. Se você tem
dúvida sobre o apoio popular, procure saber sobre a maior manifestação de
massas de toda a história nacional, que foi a “marcha da família com Deus pela
liberdade”. Essa marcha foi bem maior do que todas as passeatas que vieram
depois contra a ditadura.
No primeiro regime, no governo Castelo, não existiu
restrição às liberdades. Castelo demoliu o esquema político comunista sem
sufocar as liberdades públicas. Castelo foi duramente criticado justamente por
isso, por não ter abafado as manifestações culturais e ensinamentos comunistas
na sua gestão. Caso isso tivesse sido feito, talvez esses canalhas terroristas
nem tivessem se criado. Não houve também violência física nessa época, exceto
pela parte dos comunistas, que cometeram 82 atentados. Assim, respondemos alguma
pergunta sobre quem começou a putaria.
Portanto, se a maioria pediu a queda de Jango, e a
minoria (esquerda) queria o poder, qual era o regime de exceção de fato, como
se diz por aí? Congresso, população, líderes políticos e comunitários, todos
queriam Jango fora. E os atentados começaram com os comunistas e Castelo não
deu resposta à altura. Na minha opinião, já era pra ter matado a cobra enquanto
era minhoca. Com o AI-5, no próximo governo, começariam sim, as repressões
sangrentas, o abuso da autoridade e a ditadura propriamente dita.
Não irei perder meu tempo descrevendo o governo
Costa e Silva, AI-5, e o escambau, pois isso todos sabem melhor do que eu.
Assim pulo pro governo Médici, que acabou com a guerrilha esquerdista, e teve
um sucesso econômico gigantesco. O Brasil que era a 46ª economia do mundo, no
governo Médici chegou a 8ª economia do mundo. Aí vem Geisel, que a esquerda
deveria adorar, pois foi o presidente militar que adotou uma politica econômica
socializante e inscreve o país no clube terceiro-mundista antiamericano e ajuda
Cuba a invadir Angola.
Inclusive, esse foi o maior dos crimes da ditadura
e ninguém diz nada a respeito, pois justamente foi feito pra ajudar a esquerda,
então, calemo-nos irmãos. A invasão de Angola por cuba foi um genocídio que
matou mais de 100 mil pessoas.
É de fato uma desonestidade intelectual atribuir a
esses 4 regimes distintos o mesmo price tag. E da forma como são diferentes,
não podem ser julgados em bloco. Castelo Branco foi um homem justo e um grande
presidente. É famosa a história de que haviam pego o irmão dele recebendo um automóvel
Aero Willys em um suposto caso de tráfico de influencia e o irmão perguntou se
ele iria ser demitido. Castelo respondeu ao próprio irmão que: “Demitido você
já está, quero ver o que eu faço pra que eu não coloque você na cadeia”.
Médici foi o melhor administrador que tivemos,
porem era um péssimo político. Se alguém quiser criticar mesmo o governo
militar sem parecer desinformado, essas críticas devem recair sobre a Junta
Militar, Costa e Silva, Geisel e Figueiredo. Mas cada crítica com um viés
diferente. Criticar assim é o mesmo que dizer que o governo do PT foi uma merda
só, quando na verdade, tivemos dois presidentes até agora, cada um com suas
próprias merdas.
Quer criticar, é contra, acha que a esquerda se
fudeu? Tudo bem, mas ninguem pode negar as realizações mais obvias dos governos
militares, sem ter nenhum respeito pela realidade histórica. E nem pode ocultar
os crimes incomparavelmente mais graves praticados por comunistas que agora
querem mudar a memória nacional para posarem de anjinhos.
Para os “professores de história” e a canalha que
comanda o país hoje e seus seguidores, a esquerda terrorista era composta por
“agentes da liberdade”, por pessoas que queriam implantar uma democracia no
Brasil, pois eram contrárias à ditadura vigente, e refletiam os anseios da
população brasileira, agindo da forma como podiam, matando gente, assaltando
banco, sequestrando embaixadores e matando “agentes da cia”, etc, etc... e que
foram mortos por militares bárbaros e cruéis, torturadores sem coração, que
mataram os pobrezinhos inocentes que matavam a torto e a direita por esporte.
Mas na realidade, ocorreu justamente o contrário.
Os militares combateram e derrotaram uma guerrilha armada, instruída e
financiada por Cuba, entre outros grupos armados de esquerda, com a clara
intenção de montar uma ditadura de esquerda no brasil. Os militares se opuseram
a agitadores e terroristas, de armas na mão, evitando que o país fosse levado à
anarquia completa e de se tornar uma grande Cuba.
Dizer que os militares eram os maus e os
esquerdistas terroristas eram os bonzinhos não cola mais. Até porque, sabemos
quem são os vermes que compunham a esquerda daquela época. Alguns deles estão
ai. Os Dirceus, Minks, e Genoínos da vida.
Eram dois grupos em busca de duas ditaduras
diferentes (Uma da manutenção da vigente e a outra da instalação). A primeira
de direita e a última, de esquerda. Os de direita souberam se utilizar dos
meios disponíveis e ganharam uma guerra civil. Tudo o mais é blá blá blá. É
choro de bebê.
Na verdade, na verdade mesmo, a esquerda brasileira
sempre foi despreparada e sem uma análise correta da realidade (análise essa do
próprio Prestes, naquela famosa entrevista que tenho dele e que falo sempre),
apesar de se acharem todos intelectuais. Claro que não tinham a mínima chance
de derrubar o governo militar, mas mesmo assim, continuavam com a anarquia e
bagunça. E reclamavam, entre outras coisas, da censura. Ora bolas, censura é um
dos 10 mandamentos da esquerda. Cuba tá ai pra não me deixar mentir. Não se tem
acesso à internet, não se pode ter tv à cabo, somente os sites e canais que o
governo libera.
Basta fazer uma análise como sendo um comandante
militar de então. Você é o governo e aparecem uns idiotas, armados ate os
dentes, querendo matar gente na rua, e fazer arruaça. Você iria pensar: espere
ai, vou matar 10, porque eles mataram 10? Hoje eles mataram 15, então eu vou
matar 15? Não, isso não existe. Se fosse um general de Castro, por exemplo,
iria mandar aniquilar todos, como fez inclusive o senhor Castro. Mas ninguém nunca
analisa a questão da guerra civil na época da ditadura militar porque isso é um
dogma. Inclusive as contas de mortos em Cuba pelo regime de Fidel chegam a 9
mil mortos. Os 300 do Brasil, que são mortos de ambos os lados, são um inseto
perto desse genocídio Fidelino.
Se a ditadura do brasil fosse de esquerda e não de
direita, o número de mortos e desaparecidos seriam de no mínimo 3000, e não
apenas de 300!!! No mínimo!!! E nem adianta dizer que não se faz história com
hipóteses, pois temos exemplos disso em todo lugar do planeta, de como os
esquerdas são “benevolentes” com seus dissidentes e inimigos.
Imagino Carlos Marighella, Carlos Lamarca e o
Joaquim da Camara Ferreira assistindo Collor e Sarney no mesmo palanque de Lula.
Para eles, seria uma coisa tão horripilante quanto se depararem com Madre
Tereza de Calcutá fazendo um bola-gato em Adolf Hitler. Mas os tempos mudam.
De toda forma, continuam tentando, como é agora com
essa palhaçada chamada Comissão da Verdade. Comissão essa formada e escolhida à
dedo, que já possui os nomes a serem punidos, assim como as sentenças já estão
dadas. É impressionante como alguém reclama dos métodos militares brasileiros.
Fidel, Lenin e Stalin são mesmo figuras conhecidas pelo seu carater
democrático.
Por tudo isso eu defendo o período militar, pois as
opções que tínhamos eram piores. A esquerda brasileira naquela época matou tudo
o que ela teve oportunidade. Se não matou mais é porque não tiveram oportunidade.
Um tal de capitão Vânio, que como Lamarca, se aliou
aos comunistas e desertou o exército, mandou uma carta aos terroristas dizendo
onde haveria um treinamento do exército, para que os terroristas pudessem
chegar de surpresa e tomar as armas. No bilhete, dizia: “cheguem com tudo que vai haver reação por parte dos militares”.
Essa frase rodou em todos os quarteis. “cheguem com
tudo”. Era essa a esquerda boazinha que todos se referem? Chegue com tudo em
frente a um batalhão que treina é o mesmo que dizer chegue matando todo mundo.
Pena que a carta foi interceptada e o capitão Vânio pagou com a vida. Não pelo
exército brasileiro. Ele foi trocado por um desses embaixadores e foi pro
Chile. Lá começou a fazer as mesmas merdas e foi assassinado junto com tantos
outros esquerdistas dentro de um estádio de futebol, pela polícia política de
Pinochet.
Pra não me alongar demais, isso aí explica porque
eu defendo a ditadura militar brasileira. E sim, cometeram erros, como todo
governo. E os erros deles não são mais grotescos do que os que a esquerda
cometem e cometeriam. Celso Daniel e Toninho do PT estão aí pra provar o que a
esquerda faz com quem não se alinha. E pelo que sei, não vejo nenhum relato de
nenhum militar matando seus próprios membros.
Justiçamento foi o que aconteceu com esses dois
pobres diabos, como aconteceram vários dentro da esquerda, desde à época de
Prestes até hoje, pelo que se vê.
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